- O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), afirmou que a petição contra a alegada desvalorização do 25 de Abril é um ataque político.
- A petição chamada “Festas de Abril sem Abril” foi assinada por cerca de 600 agentes culturais de Lisboa.
- Moedas disse que a câmara investiu 250 mil euros em 30 iniciativas, na EGEAC-Lisboa Cultura, e que a câmara acrescenta mais 30 iniciativas empresariais.
- Em 2024, as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril receberam quase um milhão de euros em cerca de 100 iniciativas.
- Os signatários defendem que a programação da EGEAC está a seguir uma orientação e que o 25 de Abril tem vindo a ser diluído nas Festas de Abril, incluindo a ausência do tradicional concerto na noite de 24 para 25 de abril.
O presidente da Câmara de Lisboa considerou a petição contra a alegada desvalorização do 25 de Abril na programação municipal como um ataque político e uma tentativa de diabolizar a autarquia. Em reunião da Assembleia Municipal, Carlos Moedas, do PSD, lembrou que a cidade investiu 250 mil euros em 30 iniciativas na EGEAC Lisboa Cultura em 2026, com outros programas da Câmara.
A petição, chamada Festa de Abril sem Abril, foi assinada por cerca de 600 agentes culturais de Lisboa e contesta a perceção de esvaziamento da data na programação gerida pela EGEAC-Lisboa Cultura. Os signatários defendem que o 25 de Abril está a tornar-se apenas uma festa de primavera, sem o peso histórico da data.
Moedas rejeitou lições sobre o 25 de Abril, ao recordar que o pai foi perseguido pela PIDE. Garantiu que nunca interferiu nas decisões sobre a programação para assinalar a data e sublinhou o investimento feito em anos específicos, como 2024, quando foram quase um milhão de euros investidos em cerca de 100 iniciativas.
Contexto financeiro e investimento municipal
O autarca explicou que, nos anos em que se assinalaram comemorações significativas, houve um investimento elevado, e que, mesmo em anos sem celebrações especiais, permanece uma dotação para atividades culturais. Segundo ele, as celebrações de 50 anos do 25 de Abril em 2024 justificaram esse montante.
Na petição, os signatários sustentam que a programação atual da EGEAC não reflete a importância histórica da data, afirmando que o foco passou a estar centrado numa ideia genérica de festa da primavera. O texto acusa a Câmara de Lisboa de reduzir o real conteúdo cívico do 25 de Abril.
Reação institucional
Os apoiantes da petição destacam que a celebração deve manter o peso simbólico do 25 de Abril, defendendo uma programação que privilegie a memória histórica, em oposição à simples festividade. O debate envolve a gestão municipal, a EGEAC-Lisboa Cultura e agentes culturais da cidade.
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