A Câmara de Valongo vai manter o apoio financeiro à Casa do Xisto até agosto, após o término do PRR. O custo total supera os 138 mil euros e cobre 16 profissionais envolvidos no projeto de inclusão pela arte.
Segundo a autarquia, são 20 adultos e 20 crianças participantes regulares, com entradas adicionais de 47 jovens em julho-agosto, 18 em Natal e 18 na Páscoa. O apoio também cobre 40 famílias/cuidadoras de forma contínua, mais 47 pontualmente.
O executivo, liderado pelo PS, aprovou a medida por unanimidade. A autarquia adianta que o custo total, já definido, se estende até agosto e pode sofrer ajustes conforme a evolução do projeto.
À Lusa, o presidente Paulo Esteves Ferreira explicou ter reunido com o Governo antes do fim do financiamento para expor o projeto, que não tem igual na região, e disse ter recebido resposta negativa. O autarca afirma que a autarquia continuará a tentar obter apoios.
Finanças e continuidade do projeto
A autarquia refere que a Casa do Xisto nasceu em 2015, em resposta a necessidades identificadas pela Rede Social de Valongo. O programa evoluiu do piloto OTL ESPECIAL@rte para uma solução permanente para crianças e jovens com deficiência.
Atualmente designado Escola do Xisto – O nosso mundo, o projeto oferece atividades artísticas, desportivas e oficinas, com horários flexíveis e adaptados. O objetivo central é promover competências relacionais, autonomia e inclusão.
A Câmara aponta que, entre 2022 e março, o financiamento já tinha vindo do PRR, através do Plano de Ação para as Comunidades Desfavorecidas da AMP. A entidade estima custos anuais de cerca de 325 mil euros para manter as atividades.
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