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Morre Conceição Ramos, defensora dos direitos das trabalhadores domésticas

Morreu Conceição Ramos, fundadora do Sindicato do Serviço Doméstico e pioneira na defesa das trabalhadoras domésticas; estava em cuidados paliativos no Hospital de Chaves

Conceição Ramos, a 5 de Fevereiro de 2024
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  • Morreu Conceição Ramos, fundadora do Sindicato do Serviço Doméstico, aos 80 e poucos anos, nesta segunda-feira, conforme amigos contactados pelo Público.
  • A octogenária estava internada em cuidados paliativos do Hospital de Chaves há cerca de um mês.
  • A defesa dos direitos das trabalhadoras domésticas começou na Juventude Operária Católica que Conceição Ramos liderava, ainda antes do 25 de abril de 1974.
  • Em 1983 saiu do sindicato por cansaço, passando a trabalhar numa empresa de limpeza na Estação de Caminhos-de-Ferro da Amadora; o sindicato foi extinto três anos depois.
  • A causa ganhou novo impulso cerca de quatro décadas depois, com uma alteração ao Código do Trabalho que reforçou a proteção das trabalhadoras domésticas; Conceição viveu principalmente na região de Lisboa e, mais tarde, em Chaves.

Conceição Ramos, conhecida pela defesa dos direitos das trabalhadoras domésticas, morreu nesta segunda-feira. A octogenária estava em cuidados paliativos no Hospital de Chaves há cerca de um mês. A confirmação partiu de amigos próximos ao PÚBLICO.

Nascida em 1941, Conceição dedicou a vida à luta pelas condições de trabalho das empregadas domésticas. A participação da juventude operária católica abriu-lhe o caminho para uma atuação pioneira no sindicalismo.

Antes de 1974, já liderava grupos que defendiam as trabalhadoras do serviço doméstico, preparando o terreno para a criação do Sindicato do Serviço Doméstico, fundado por ela mais tarde. A luta estendeu-se por décadas.

Trajetória e Legado

Posteriormente, em 1983, afastou-se do sindicato por cansaço e passou a trabalhar numa empresa de limpeza ligada à Estação de Caminhos-de-Ferro da Amadora. Três anos depois, o sindicato foi extinto, integrando-se numa outra estrutura sindical.

Passaram-se cerca de 40 anos até uma alteração ao Código do Trabalho reforçar a proteção das trabalhadoras domésticas, marcando um ponto de viragem na legislação portuguesa.

Conceição viveu grande parte da vida na região de Lisboa, mas, por casamento, mudou-se para Chaves, onde residiu até ao fim. A sua história ficou associada à defesa dos direitos laborais das criadas de servir.

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