- Este ano letivo existem 6.376 estudantes com necessidades especiais de educação no ensino superior, com 84% em instituições públicas.
- Em oito anos houve um aumento de 4.732 estudantes (+287%), passando de 1.644 em 2017/2018 para 6.376.
- O crescimento ocorre apesar de uma descida de 10% no ingresso total de alunos.
- Os dados são do Inquérito às Necessidades Especiais de Educação no Ensino Superior, divulgados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência.
- O presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior, José Moreira, refere que o aumento resulta do esforço das instituições em identificar estudantes com NEE, incluindo casos de perturbações do espetro do autismo.
O número de alunos com necessidades especiais de educação (NEE) no ensino superior é este ano letivo de 6376, com 84% a frequentar instituições públicas. A subida ocorre num contexto de descida do total de ingressos.
Entre 2017/2018 e o presente ano letivo, o crescimento acumulado é de 4732 estudantes, o que representa +287%. O aumento de 20% face ao ano passado resulta de 5309 para 6376.
Os dados são do Inquérito às Necessidades Especiais de Educação no Ensino Superior, divulgado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC). Foram revelados pela instituição este mês.
Apesar do crescimento, o ingresso total de alunos caiu 10% no mesmo período, salientando o peso relativo dos estudantes com NEE no conjunto do ensino superior.
Para explicar o aumento, o professor José Moreira, da Universidade do Algarve, aponta o esforço das instituições em identificar alunos com NEE, incluindo perturbações do espetro do autismo.
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