- Comerciantes da rua 31 de janeiro, no Porto, ameaçam bloquear o trânsito no final da via em protesto devido aos atrasos das obras do metro.
- O presidente da associação diz que houve fecho quase completo da circulação pedonal, contrariando o acordo com a empresa para manter passagem de carros à esquerda e espaço aos peões.
- O pedido é abrir um corredor da Estação de São Bento para cima, para facilitar o acesso aos estabelecimentos da rua.
- As obras, desde 2021, afetam dezenas de famílias que enfrentam dificuldades para pagar rendas de lojas, segundo Costa Pereira.
- A Metro do Porto e a Câmara Municipal são apontadas como responsáveis por alterações sem considerar as consequências, com possibilidade de protesto na rua para alertar as entidades.
Os comerciantes da rua 31 de janeiro, no Porto, estão a enfrentar atrasos continuados nas obras do metro e preparam uma ação de protesto que pode bloquear o trânsito no final da via. A situação foi confirmada pelo presidente da associação local, que descreveu a pressão crescente sobre os negócios da área.
Segundo a direção da Rua 31 de janeiro Porto Com Vida, a circulação pedonal ficou quase integralmente encerrada devido às obras de ampliação do metro, agencia tando que o planeado previa via para carros à esquerda, um pequeno estaleiro no meio e passagem pela direita. O encerramento inesperado intensificou a frustração entre os comerciantes.
Os comerciantes afirmam que as obras estão desde 2021 e já provocaram dificuldades financeiras para dezenas de famílias que gerem lojas na região. A Associação aponta que, apesar da necessidade de obras, o atual planeamento tem impactos severos na vida comercial da baixa do Porto.
A associação apela a uma reavaliação do projecto para permitir um corredor de acesso até à Estação de São Bento, facilitando a entrada de clientes nos estabelecimentos da rua. A crítica recai sobre a gestão pelas entidades responsáveis pelo Metro do Porto e pela Câmara Municipal, acusadas de alterações sem considerar as consequências para a via.
Proposta de protesto
Caso não haja uma retificação, a associação admite uma ação de protesto junto ao trecho da Rua 31 de janeiro ainda em circulação, com o objetivo de chamar a atenção das autoridades competentes e do público para a urgência de soluções que restaurem a atividade comercial naquela área.
Entre na conversa da comunidade