- A taxa de conclusão do ensino secundário em 2024/25 foi de 79,4%, face a 90,1% em 2023, refletindo uma quebra superior ao previsto.
- O Governo aponta o regresso de exames nacionais como a principal razão, mantendo as três provas obrigatórias para concluir o secundário (Português e mais duas disciplinas).
- O estudo aponta que a exigência de duas provas de ingresso para o superior esteve associada a cerca de 46% da quebra de colocados na 1.ª fase do concurso de 2025/26; teriam ficado mais 2.800 estudantes colocados.
- Em janeiro, o ministério aprovou uma única prova de ingresso para o superior, levando as instituições a ajustarem os elencos de provas; o ministro diz não ter sido percecionado na altura.
- O ministro Fernando Alexandre defende a importância dos exames nacionais como avaliação externa e admite que existem dimensões territoriais com maiores dificuldades, prometendo investimento na recuperação de escolas para reduzir desigualdades no acesso à educação.
O ensino secundário regresso à fasquia de 79,4% de conclusão em 2024/25, abaixo dos 90,1% de 2024. O Governo aponta o regresso aos exames nacionais pós-pandemia como fator decisivo, mantendo, porém, que os três exames obrigatórios são necessários para concluir o Secundário.
O estudo do gabinete da secretária de Estado do Ensino Superior analisa o impacto da exigência de duas provas de ingresso no acesso ao ensino superior. A conclusão aponta uma redução no rendimento global dos alunos e menos colocados no último concurso.
Impacto no acesso ao superior
Conforme a simulação do relatório, a exigência de duas provas de ingresso contribuiu para cerca de 46% da quebra de colocados na primeira fase de 2025/26, equivalendo a cerca de 2.800 estudantes a menos a entrar por esse filtro.
O Ministério anunciou, já em janeiro, a autorização de apenas uma prova de ingresso em vez de duas. As instituições de ensino superior ajustaram os seus elencos de provas, com variações por curso.
Contexto e perspetivas
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, sublinha que os exames nacionais são inegociáveis, defendendo que estes permitem comparar aprendizagens entre regiões. A redução de provas não implica menor exigência, reforça o governante.
O responsável acrescenta que há discrepâncias territoriais. Regiões como a Área Metropolitana de Lisboa, a Península de Setúbal e o Algarve apresentam maiores dificuldades de acesso a aposta educativa inicial, exigindo medidas de intervenção.
Medidas de curto prazo
O ministro aponta medidas para corrigir assimetrias: criação de mais vagas no pré-escolar, acordos com municípios para salas adicionais e concursos extraordinários para contratar docentes nas zonas com maior carência.
O governo também aponta investimento em infraestruturas: mais de 450 milhões de euros destinados à recuperação de escolas, com o objetivo de melhorar as condições de acesso à educação e, por consequência, ao ensino superior e à conclusão do secundário.
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