- Luísa Lima, investigadora do Iscte, alerta que a solidão pode representar uma ameaça à democracia.
- O estudo A Amizade em Portugal – Como é? O que mudou? conclui que os portugueses perderam amizades desde a pandemia.
- As relações virtuais não substituem os amigos reais, que funcionam como uma memória de cada pessoa.
- O trabalho, com Cristina Camilo, David Rodrigues e Ângela Romão, revela aumento da solidão entre jovens, pessoas em situações precárias e desempregados com menos recursos.
- Segundo a autora, a perda de amizades pode explicar o crescimento do populismo de direita.
O estudo A Amizade em Portugal – Como é? O que mudou? analisa as mudanças nas amizades no país e aponta que a perda de amigos desde a pandemia está associada ao aumento da solidão. A autora principal é Luísa Lima, do Iscte.
Ao longo da investigação, Lima sustenta que as relações virtuais não substituem amizades reais, que funcionam como uma memória partilhada de cada pessoa. O estudo surge no contexto de mudanças nos hábitos sociais e tecnológicos.
A pesquisa envolve Cristina Camilo, David Rodrigues e Ângela Romão, e foca os portugueses que perderam amigos desde a pandemia. O relatório destaca impactos mais fortes em jovens, público precário e desempregados com menos recursos.
Resultados do estudo
Os investigadores indicam que a solidão pode ajudar a explicar o crescimento do populismo de direita, embora ressaltem a necessidade de cautela na interpretação. O trabalho sublinha a importância de redes de apoio estáveis.
Conclui-se que redes presenciais têm valor único para a memória pessoal e o bem-estar. O estudo sugere políticas e práticas que promovam ligações sociais estáveis como forma de mitigar efeitos da solidão.
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