No Kilamba, o Papa Leão XIV pediu aos angolanos cuidado com as formas de religiosidade tradicional, mantendo-se fiel aos ensinamentos da Igreja Católica. Chamou a construir um país sem velhas divisões e a excluir o flagelo da corrupção.
Na missa campal, o Papa reforçou a necessidade de ouvir a Igreja e manter o olhar em Jesus, especialmente através da palavra e da Eucaristia. Pediu que os fiéis apoiem pastores e se empenhem no amor e na partilha.
Reconciliação e missão dos angolanos
O Papa pediu que Angola encontre caminhos de reconciliação e solidariedade, com uma Igreja próxima do povo. Afirmou que a esperança não pode perder-se e que é necessário partilhar para construir fraternidade.
Leão XIV enalteceu o papel de bispos, sacerdotes, missionários, religiosas e leigos que partilham a vida com os outros. Reforçou a importância de gestos de compaixão e de apoio aos mais necessitados.
Muxima e mensagem de paz
À tarde, no Santuário da Muxima, o Papa rezou o terço perante milhares de fiéis. Falou na Mamã Muxima como símbolo de um coração que acolhe, ouve e reza por todos, destacando a mensagem de paz para Angola.
O líder religioso destacou ainda a necessidade de uma nova cultura de justiça e partilha, acompanhando o país nos seus desafios socioeconómicos e de pobreza. Chamou a evitar o ódio e a violência.
Contexto internacional
Na visita, Leão XIV lamentou o agravamento dos ataques na Ucrânia e pediu o fim das hostilidades, com as armas silenciadas e o diálogo retomado. Do Líbano, saudou a trégua anunciada como sinal de alívio e de esperança.
O Papa lembrou que a paz só avança se houver esforço diplomático permanente. Seguiu com mensagens de reconciliação e de compromisso com a solução pacífica no Médio Oriente.
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