- Região Centro, entre Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, destaca locais como as Portas de Almourão e o vale do Ocreza, mas o acesso a autênticas pérolas permanece difícil e, em 2017, o apelo turístico não teve impacto.
- O texto recorda o incêndio de Pedrógão Grande em 2017 e o impacto na disponibilidade de alojamento, com dados oficiais de dormidas para 2017 incompletos, mas com consequências negativas no verão seguinte.
- Em Pedrógão Grande, a procura diminuiu; em 2019 registou 1.715 dormidas e no ano seguinte 1.762, com grande concentração no mês de agosto.
- As árvores derrubadas dificultam a exploração de percursos pedestres, criam obstáculos e levantam riscos para incêndios, complicando a mobilidade e a evacuação em locais isolados.
- O presidente da República pediu aos portugueses que marquem férias no Interior para apoiar a região, e António José Seguro sustenta a necessidade de investimento robusto para revitalizar a área.
O vale do Ocreza, entre Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, viu a água abrir caminho entre rochas, criando uma garganta imponente. Aos pés, uma piscina natural de tom azulado atrai visitantes. As Portas de Almourão destacam-se na paisagem, rodeadas de silêncio e natureza bruta.
Miradouros não faltam, mas o acesso ao ponto mais alto exige contornar troncos tombados pelo vento. Ainda se podem ver vestígios da tempestade Kristin, que deixou marcas na paisagem e nos trilhos da região.
No primeiro dia da presidência aberta pelo Centro, o chefe de Estado apelou aos portugueses para passarem férias no Interior, como solidariedade às zonas afetadas. A proposta foi recebida com ceticismo por parte de quem sabe da realidade local.
Recuando no tempo, os incêndios de Pedrógão Grande em 2017 mostraram que promessas não bastam. As noites de verão nesse Comando mostraram parques de campismo quase vazios e praias fluviais desacompanhadas, com poucas famílias visitantes.
Em Pedrógão Grande, os dados de dormidas oficiais apresentam lacunas para 2017, mas reconhecem o impacto da tragédia. Em 2019 registou-se 1.715 dormidas, em 2020 foram 1.762, com grande parte concentrada em agosto.
As consequências da tempestade e das árvores derrubadas vão além da estética. Caminhos florestais obstruídos dificultam mobilidade, elavando riscos em caso de incêndio. Bombeiros podem enfrentar dificuldades de combate e evacuação em zonas isoladas.
Impacto turístico e ambiental
A oferta de percursos pedestres fica comprometida, o que pode atrasar a recuperação do turismo na região Centro. Observa-se uma necessidade de repensar acessos, sinalização e segurança, para evitar novas limitações de visitação.
Perspetivas e investimento
Especialistas apontam que o Centro precisa de investimento robusto para revitalizar as áreas afectadas e prevenir novos cenários de degradação. A região continua a ser apontada como potencial, apesar das adversidades.
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