A CGTP criticou nesta sexta-feira a alegada abertura do Governo para negociar o pacote laboral de forma célere e sem avisar as estruturas representativas. A central sindical afirmou que nenhum processo tem validade sem o acordo da intersindical, destacando a necessidade de participação das organizações dos trabalhadores. Tiago Oliveira, secretário-geral, disse em Lisboa que o governo tenta afastar as organizações dos trabalhadores da discussão.
A intersindical reiterou que qualquer processo negocial só é válido com o consentimento das estruturas sindicais, vinculando a negociação ao acompanhamento e às reivindicações dos trabalhadores. A posição surge num contexto de tensão com o governo sobre o avanço da reforma laboral.
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, está reunida com a UGT e as quatro confederações para ajustes na legislação. A reunião contempla pequenas afinações ao texto em análise.
Na quinta-feira, após a reunião da Concertação Social, Palma Ramalho disse que o encontro serviu para partilhar a última versão da proposta com todos os parceiros, embora a CGTP tenha apenas a versão inicial, apresentada em 24 de julho de 2025. Esse contraste alimentou dúvidas sobre o processo negocial.
Também na quinta, a CGTP denunciou um simulacro de negociação, alegando que a ministra reuniu-se com líderes patronais e a UGT antes de a Concertação Social começar, mantendo a central sindical de fora do processo formal.
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