- Milhares de manifestantes da CGTP disseram presente em Lisboa, a partir das 14h30, no Saldanha, em direcção à Assembleia da República, contra o pacote laboral.
- O protesto nacional, organizado pela CGTP-IN, tem o mote “Abaixo o pacote Laboral! Aumentar salários, garantir direitos, é possível uma vida melhor”.
- A ministra do Trabalho afirmou haver apenas dois ou três temas a travar o acordo e que pretende encerrar a fase negocial nos próximos dias.
- Maria do Rosário Ramalho reuniu-se com a UGT e as quatro confederações para fazer pequenas afinações à legislação laboral, após partilhar a última versão da proposta com os parceiros sociais.
- A CGTP acusou um simulacro de negociação, alegando que a ministra reuniu-se com patronais e a UGT antes da Concertação Social, deixando a central sindical de fora, e afirmou que não recebeu a versão mais recente da proposta.
Milhares de pessoas participaram numa concentração em Lisboa contra o pacote laboral, organizada pela CGTP-IN. O protesto arrancou pelas 14h30 no Saldanha e seguiu em direcção à Assembleia da República, com participantes de várias idades a exigir salários mais altos e mais direitos no trabalho.
Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra a caducidade de contratos e apelavam a aumentos salariais. Bandeiras da CGTP e de estruturas associadas eram visíveis entre quem saía à rua para ouvir o apelo de melhoria das condições laborais.
A ministra do Trabalho, Maria do Rosario Palma Ramalho, tem estado envolvida em reuniões com o Ministério, a UGT e quatro confederações para ajustes na legislação laboral. Segundo a governante, restam apenas dois ou três temas que impedem um acordo e prevê-se o encerramento da fase negocial nos próximos dias.
Na quinta-feira, após a reunião da Concertação Social, a ministra indicou ter partilhado com os parceiros a última versão da proposta de revisão, em resposta a críticas de que a CGTP só possuía uma versão inicial apresentada em julho de 2025.
A CGTP denunciou um simulacro de negociação, alegando que a ministra manteve encontros com líderes patronais e a UGT antes da abertura da reunião, mantendo a central sindical de fora. O sindicato reforçou a necessidade de participação plena na discussão da lei laboral.
Status das negociações
A três dias de terminar a fase negocial, a ministra afirmou que apenas dois ou três temas impedem o acordo. O Governo mantém o objetivo de finalizar os entendimentos nos próximos dias, uma posição que permanece sob escrutínio sindical e político.
Repercussões e próximos passos
As organizações sindicais aguardam uma resposta clara sobre as alterações solicitadas. A agenda prevista inclui novas reuniões com os parceiros sociais para assegurar que a revisão da legislação laboral atenda aos interesses dos trabalhadores.
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