- Milhares de trabalhadores de várias idades e sectores saíram à rua em Lisboa, numa manifestação nacional convocada pela CGTP contra o novo pacote laboral.
- O protesto começou às 14h30 na praça do Saldanha e seguiu até à Assembleia da República, mantendo-se pacífico, apesar das críticas ao Governo.
- Os participantes entoaram palavras de ordem contra o pacote laboral, com o mote “Abaixo o Pacote Laboral! Aumentar salários, garantir direitos, é possível uma vida melhor”.
- Estiveram presentes o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, e o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo; o protesto é visto pelos organizadores como decisivo para pressionar Governo.
- Paralelamente, a ministra do Trabalho reuniu-se com a UGT e as confederações patronais para afinações na legislação, mas o encontro terminou sem acordo, tal como já vinha a acontecer.
O movimento de trabalhadores voltou a marchar em Lisboa, convocado pela CGTP, contra o novo pacote laboral. Participaram pessoas de várias idades e setores, em tom pacífico, com críticas ao Governo.
A concentração começou às 14h30 na Praça do Saldanha e seguiu até à Assembleia da República, chegou pouco depois das 16h. O calor não travou a expressiva mobilização ao longo da tarde.
Durante o trajeto, entoadas palavras de ordem contra o pacote laboral, com o objetivo de exigir salários mais altos e direitos assegurados. O mote central foi Abaixo o Pacote Laboral.
Intervenientes e enquadramento
Estiveram presentes o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, e o líder do PCP, Paulo Raimundo, segundo os organizadores. Os participantes consideram o momento decisivo para a defesa dos direitos laborais.
A manifestação integra um ciclo de ações públicas que inclui protestos em várias regiões, com especial incidência na função pública. As críticas centram-se na precariedade e no impacto das medidas propostas.
Entrevistas e contexto social
Entre os presentes destacou-se um estudante da Universidade de Lisboa, que enfatizou a necessidade de união entre trabalhadores para impedir retrocessos sociais e económicos.
Numa outra frente, a ministra do Trabalho reuniu-se com a UGT e com as confederações patronais para ajustar a legislação, mas o encontro terminou sem acordo, mantendo a ausência de consenso entre Governo e parceiros sociais.
Perspetivas e desdobramentos
A mobilização em Lisboa faz parte de um conjunto nacional, com protestos já registrados em Lisboa e Porto. A CGTP prometeu uma resposta forte, dependente da dimensão do que considera um ataque aos direitos dos trabalhadores.
Além da manifestação, registaram-se greves em várias áreas da função pública, com perturbações em escolas e serviços administrativos. As ações refletem o descontentamento público com o pacote laboral.
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