- Milhares de pessoas manifestaram em Lisboa contra o novo pacote laboral, organizado pela CGTP, com início às 14h30 no Saldanha.
- A marcha decorreu após a CGTP afirmar ter ficado de fora da reunião entre Governo, patrões e UGT, com faixas como “Abaixo o pacote laboral”.
- Representaram várias gerações, incluindo jovens, reformados e trabalhadores com salários mínimos, que dizem ser os mais afetados pelo pacote.
- Entre críticas e posições, a CGTP sustenta que as medidas agravam as condições dos trabalhadores e a precariedade; a UGT afirmou que ainda não houve acordo, esperando um documento atualizado do Governo.
- A manifestação terminou em São Bento, em frente à Assembleia da República, num dia que incluiu greve na função pública e forte adesão no setor privado.
Milhares de pessoas saíram hoje à rua em Lisboa para contestar o novo pacote laboral, numa marcha organizada pela CGTP. O protesto teve início às 14h30 no Saldanha, após a central sindical ter deixado de participar na reunião entre o Governo, patrões e UGT.
Os manifestantes percorreram várias vias da capital, com jovens, reformados e trabalhadores com salários baixos a participar. Faixas com mensagens contra o pacote laboral foram afixadas e cânticos de contestação ecoaram ao longo do percurso, mantendo o tom de reivindicação de direitos laborais.
A marcha terminou junto à Assembleia da República, em São Bento, após a conclusão da passagem pelas principais artérias da cidade. Paralelamente, decorreu uma greve na função pública, com encerramento de escolas e serviços de saúde, e uma forte adesão no setor privado.
Negociações e reações
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, afirmou que o pacote em discussão agrava as condições dos trabalhadores e reforça a precariedade, apontando para uma desconexão entre o programa governamental e as necessidades dos trabalhadores. A CGTP reiterou a posição de que não houve inclusão da generalidade das propostas no processo de concertação.
Mário Mourão, secretário-geral da UGT, disse que ainda não houve acordo entre as partes, mas que houve sinal verde por parte dos patrões a uma versão da UGT, indicando que ainda carece de atualização por parte do Governo. Armindo Monteiro, presidente da CIP, acrescentou que a versão em negociação está a receber consensos entre as partes, ainda que não seja a versão ideal para todos.
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, informou que, mesmo sem parecer favorável da UGT, o Governo apresentará ao Parlamento uma versão do documento. A ministra referiu que o projeto fica entre o anteprojeto de verão e a versão atual, destacando a abertura para contributos de sindicatos, empregadores e sociedade civil.
Impacto e desdobramentos
O dia ficou ainda marcado pela greve no funcionalismo, com escolas e serviços de saúde parcialmente encerrados, refletindo o peso do tema nas várias esferas do país. O protesto manteve-se pacífico e acabou com a dispersão de presentes na capital, sem relatos de incidentes relevantes.
Entre na conversa da comunidade