A Fundação para a Habitação acusou os governos de extrema-direita na Europa de agravarem a crise habitacional, em especial para as populações mais vulneráveis. O relatório, apresentado esta semana, aponta para retrocessos nas políticas sociais.
Segundo o documento, a extrema-direita tem promovido uma abordagem de “preferência nacional” e um discurso de estigmatização, sem apresentar soluções políticas robustas para a habitação. O estudo analisa países com governos de direita radical ou com forte influência desse movimento.
A avaliação baseia-se em dados de Itália, Hungria e República Checa, bem como de Finlândia e Eslovénia, onde o movimento está no poder. O texto destaca que, apesar de a crise ter sido tema de campanhas, não houve compromissos com políticas públicas voluntaristas na habitação.
Na Hungria, sob Viktor Orbán, o relatório aponta tendências de endurecimento de medidas contra a pobreza e sem-abrigo. A eurodeputada italiana Benedetta Scuderi, do Verde, afirma que a habitação é “questão existencial” e acusa a extrema-direita de proteger alguns interesses em detrimento dos mais vulneráveis.
Em Itália, o relatório cita cortes superiores a dois mil milhões de euros nos programas de renovação urbana promovidos pelo Governo de Giorgia Meloni. A fundação ressalva que o panorama político pode tornar-se decisivo nos próximos anos.
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