- Governações de extrema-direita na Europa agravaram a crise da habitação, especialmente para populações vulneráveis, segundo a Fundação para a Habitação.
- O relatório aponta que, na União Europeia, os preços da habitação subiram cerca de 60% desde 2015, com políticas centradas na “preferência nacional” e discurso de estigmatização.
- Países citados incluem Itália, Hungria e República Checa, bem como Finlândia e Eslovénia onde a extrema-direita está no governo.
- Em Hungria, o texto menciona tendência para criminalizar a pobreza e os sem-abrigo sob o governo de Viktor Orbán.
- Em Itália, o governo de Giorgia Meloni cortou mais de dois mil milhões de euros em programas de renovação urbana; o relatório aponta que os anos de 2026 e 2027 serão decisivos devido a várias eleições.
A Fundação para a Habitação acusou os governos de extrema-direita na Europa de agravarem a crise habitacional, em especial para as populações mais vulneráveis. O relatório, apresentado esta semana, aponta para retrocessos nas políticas sociais.
Segundo o documento, a extrema-direita tem promovido uma abordagem de “preferência nacional” e um discurso de estigmatização, sem apresentar soluções políticas robustas para a habitação. O estudo analisa países com governos de direita radical ou com forte influência desse movimento.
A avaliação baseia-se em dados de Itália, Hungria e República Checa, bem como de Finlândia e Eslovénia, onde o movimento está no poder. O texto destaca que, apesar de a crise ter sido tema de campanhas, não houve compromissos com políticas públicas voluntaristas na habitação.
Na Hungria, sob Viktor Orbán, o relatório aponta tendências de endurecimento de medidas contra a pobreza e sem-abrigo. A eurodeputada italiana Benedetta Scuderi, do Verde, afirma que a habitação é “questão existencial” e acusa a extrema-direita de proteger alguns interesses em detrimento dos mais vulneráveis.
Em Itália, o relatório cita cortes superiores a dois mil milhões de euros nos programas de renovação urbana promovidos pelo Governo de Giorgia Meloni. A fundação ressalva que o panorama político pode tornar-se decisivo nos próximos anos.
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