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Organização de defesa das mulheres apresenta queixa contra Cristina Ferreira

MDM apresenta queixa formal à TVI, CIG e ERC por comentários de Cristina Ferreira sobre consentimento em caso de violação de menor, solicitando retratação e formação.

Comentários de Cristina Ferreira sobre consentimento geram queixa formal
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  • O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) apresentou queixa formal à TVI, à Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) por comentários de Cristina Ferreira no programa Dois às 10 sobre violação de menor, alegando relativização do consentimento.
  • A queixa sustenta que, no emissão de 14 de abril, foram feitas considerações que sugeriram que, em situação de adrenalina, um “não” pode não ser entendido, diluindo o valor da recusa.
  • Um comentador afirmou que “a meio é quase impossível parar”, declaração considerada gravíssima pelo MDM.
  • O movimento afirma que este tipo de discurso cria uma narrativa socialmente perigosa, banaliza a violência sexual e promove a revitimização, desviando o foco da agressão para o comportamento da vítima.
  • O MDM exige retratamento público claro, esclarecimento com especialistas e formação interna obrigatória sobre igualdade de género e violência sexual; a TVI ainda não respondeu publicamente.

O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) apresentou uma queixa formal contra a TVI, a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e a ERC. A reclamação refere-se a comentários feitos no programa Dois às 10, apresentado por Cristina Ferreira, sobre um caso de violação de menor. A denúncia acusa relativização do consentimento em direto.

Segundo o MDM, durante a emissão de 14 de abril foram ditas afirmações que sugeriram que, numa situação de adrenalina, um não pode ser interpretado de forma adequada. A organização sustenta que isso dilui o valor jurídico e humano da recusa da vítima.

O movimento cita ainda uma fala de um comentador, alegadamente dizendo que a meio é quase impossível parar. Para o MDM, tais declarações alimentam uma narrativa socialmente perigosa e ajudam a banalizar a violência sexual.

A queixa aponta para a necessidade de respeitar princípios constitucionais, como dignidade humana e igualdade, e remete ao Guia de Boas Práticas da CIG. O documento alerta que perguntas sobre culpa da vítima contradizem essas orientações.

O MDM invoca uma deliberação anterior da ERC que censurou conteúdos por transferirem responsabilidade para vítimas. Se a ERC já considerou censuráveis tais discursos, o movimento entende que também devem ser avaliados os que relativizam a recusa sexual.

Na solicitação à TVI, o MDM exige um retrato público claro, um momento de esclarecimento com especialistas e formação interna obrigatória para apresentadores e comentadores em temas de género e violência sexual.

A TVI ainda não comentou publicamente a participação formal apresentada pelo MDM. A empresa mantém silêncio sobre o assunto até ao momento.

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