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Estudo indica aceleração da seleção natural na evolução humana recente

Seleção natural acelerou a evolução humana recente na Eurásia Ocidental, impulsionada pela transição da caça‑recolha para a agricultura e por centenas de variantes genéticas

Foto: Nikola Rakic/unsplash
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  • Um estudo com ADN antigo, envolvendo quase dezasseis mil pessoas ao longo de mais de dez mil anos, revelou que a seleção natural acelerou na evolução humana recente na Eurásia Ocidental.
  • A investigação, publicada na Nature e liderada por investigadores da Harvard Medical School, combinou dados genómicos antigos com métodos computacionais para mostrar como a seleção natural atuou sobre genes, muitos dos quais associam‑se a risco de doenças e a traços atuais.
  • Variantes genéticas identificadas têm ligações conhecidas com características físicas, psicológicas e sociais, incluindo maior risco de diabetes tipo 2 e esquizofrenia.
  • O estudo afirma que, até agora, apenas cerca de vinte e um casos de seleção direcional tinham sido identificados em ADN humano antigo, sugerindo que este tipo de seleção era mais raro desde a origem em África.
  • Conclui que a seleção direcional impulsionou a disseminação ou o declínio de centenas de variantes na Eurásia Ocidental desde o fim da Era do Gelo, acelerando após a transição de caça e coleta para a agricultura, com a participação de mais de duas centenas de arqueólogos e antropólogos.

O estudo de ADN antigo envolvendo quase 16 mil indivíduos ao longo de mais de 10 mil anos na Eurásia Ocidental revela que a seleção natural acelerou na evolução humana recente. A investigação analisa como genes prevalecem ou desaparecem ao longo do tempo.

A pesquisa, publicada na Nature, foi coordenada por investigadores da Harvard Medical School. Combinaram dados genómicos antigos com métodos computacionais para acompanhar a seleção natural sobre variantes genéticas.

Conclui-se que centenas de variantes, muitas com ligações a características físicas, psicológicas e sociais, foram influenciadas desde o fim da Era do Gelo. A transição de caça-coleta para agricultura aparece como momento-chave.

O estudo envolveu colaboração de mais de 250 arqueólogos e antropólogos para publicar dados de 10.016 indivíduos antigos da Eurásia Ocidental, que se somam a 5.820 sequências antigas já conhecidas e a 6.438 modernas publicadas.

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