O estudo de ADN antigo envolvendo quase 16 mil indivíduos ao longo de mais de 10 mil anos na Eurásia Ocidental revela que a seleção natural acelerou na evolução humana recente. A investigação analisa como genes prevalecem ou desaparecem ao longo do tempo.
A pesquisa, publicada na Nature, foi coordenada por investigadores da Harvard Medical School. Combinaram dados genómicos antigos com métodos computacionais para acompanhar a seleção natural sobre variantes genéticas.
Conclui-se que centenas de variantes, muitas com ligações a características físicas, psicológicas e sociais, foram influenciadas desde o fim da Era do Gelo. A transição de caça-coleta para agricultura aparece como momento-chave.
O estudo envolveu colaboração de mais de 250 arqueólogos e antropólogos para publicar dados de 10.016 indivíduos antigos da Eurásia Ocidental, que se somam a 5.820 sequências antigas já conhecidas e a 6.438 modernas publicadas.
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