- O Papa Leão XIV chega a Luanda, Angola, em 18 de abril para a sua terceira visita ao país, que se estende até 21 de abril.
- A missão ocorre num contexto de eleições próximas e mantém pobreza e justiça social como temas centrais da visita.
- Recorda as visitas anteriores, de João Paulo II (1992) e de Bento XVI (2009), associadas a reconciliação e questões sociais.
- Evoca o Acordo de Bicesse de 1991, que abriu caminho a um processo de paz e às primeiras eleições multiparciais após a guerra.
- O arcebispo de Luanda pediu uma reconciliação efetiva em Angola e sugeriu ao Papa a nomeação de um cardeal angolano.
O Papa Leão XIV chega a Luanda no dia 18 de abril para uma visita de quatro dias, a terceira realizada por um pontífice em Angola. O objetivo é acompanhar a diversificação económica e abordar problemas básicos que afetam a população, com foco na pobreza e nos direitos humanos.
A digressão ocorre num momento em que o país se prepara para eleições e procura reconciliação, tal como nas visitas anteriores de João Paulo II e Bento XVI. A mensagem pastoral mantém a ênfase em justiça social, paz e dignidade humana.
Contexto histórico
João Paulo II visitou Angola em 1992, meses antes das primeiras eleições pluripartidárias, destacando a resiliência da Igreja frente aos regimes da época e a necessidade de reconstrução nacional. Bento XVI passou em 2009, após o fim do conflito, sublinhando combate à corrupção e à desigualdade.
Leão XIV visita Angola entre 18 e 21 de abril, no âmbito de um périplo africano de 10 dias que inclui ainda Argélia, Camarões e Guiné Equatorial. O lema da visita é Peregrino da Esperança, Reconciliação e Paz.
Agenda e perspetivas
A Igreja Angolana aponta para a continuação do diálogo social e a importância de uma reconciliação efetiva a todos os níveis. O arcebispo de Luanda destacou o saldo de 24 anos de paz e pediu que não se perca o impulso na promoção da justiça e da inclusão.
O percurso histórico mostra que, nas visitas passadas, a Igreja chamou a atenção para a pobreza que persiste e para o papel da sociedade civil na construção de modelos de desenvolvimento. A nova visita pretende manter esse eixo de atuação.
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