O Grupo VITA, criado pela Conferência Episcopal Portuguesa para acompanhar casos de abuso sexual na Igreja Católica, informou que tem recebido novas denúncias. As queixas são de situações antigas, mas com pessoas a falar pela primeira vez, segundo a coordenadora da linha de apoio.
Rute Agulhas afirmou aos jornalistas, em Fátima, que não é possível indicar um número de denúncias neste momento. A apresentação de dados acontece apenas a cada seis meses, quando é entregue o relatório atualizado.
As pessoas que contactam o Grupo VITA procuram, acima de tudo, ajuda e apoio psicológico, não perspetivando compensação financeira. Os relatos referem situações ocorridas no passado, com vítimas que decidem falar agora.
Sobre os potenciais abusadores, a coordenadora explicou que estão falecidos, tratando-se de casos que já aconteceram há mais tempo. Não houve, neste momento, especificação sobre se os casos envolvem sacerdotes.
A responsável destacou que a forma de partilhar informação requer organização e detalhes. Não é objetivo apresentar números soltos ou descrições avulsas neste momento.
Existem também situações mais recentes que ainda não prescreveram criminalmente e que podem não ter chegado às estruturas da Igreja, incluindo o Grupo VITA e as comissões diocesanas. O acompanhamento é crucial para encaminhamento adequado.
Agulhas sublinhou que o trabalho é feito em proximidade com escolas, escuteiros e catequistas, grupos onde adultos acompanham crianças e jovens. A intenção é melhorar o acolhimento e a prevenção em ambientes religiosos e educativos.
Ao longo dos anos, têm chegado pedidos de apoio de vítimas de abusos fora da Igreja, incluindo contexto familiar e escolar. Em alguns casos, o Grupo VITA encaminha para as entidades competentes, consoante a área de residência.
Questionada sobre o montante de compensações financeiras, a coordenadora não comentou, ressaltando que o Grupo VITA não define esses valores. O intervalo mencionado pelo público tem sido tema de discussões fora da estrutura.
Quanto ao futuro, o primeiro plano de atividades termina no fim de maio. A comunidade reafirma disponibilidade para continuar, com objetivos mais específicos a redefinir conforme o novo contexto.
Caso permaneça, o Grupo VITA deverá apresentar um novo plano de atividades. A entidade reforça que a compensação financeira é apenas uma parte do processo de reparação, que inclui acolhimento, apoio psicológico e capacitação das estruturas da Igreja.
Em conclusão, o Grupo VITA continua a acolher vítimas de violência sexual com foco na prevenção, apoio e encaminhamento adequado, mantendo-se como estrutura autónoma e independente no contexto da Igreja Católica em Portugal.
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