- O Presidente da República, António José Seguro, afirmou estar “muito atento” ao problema da habitação, dizendo que os salários não chegam para pagar rendas ou comprar casa.
- No último dia da Presidência Aberta dedicada às regiões afetadas pelo mau tempo, visitou casas modulares em Pousos, Leiria, onde a câmara realojou pessoas desalojadas pela tempestade Kristin.
- Ana Comenda, moradora, explicou estar desempregada mas a seguir uma formação de nível 4, na perspetiva de encontrar um emprego compatível e conseguir pagar uma renda.
- Seguro referiu que as rendas são “exorbitantes” e que há necessidade de rever a habitação em Portugal, lembrando que já tinha abordado o tema na Assembleia da República durante a comemoração dos 50 anos da Constituição.
- O chefe de Estado afirmou que o acesso à habitação continua a apresentar sinais de alerta, com custos a atingir valores históricos e rendas que pressionam o orçamento familiar, apontando para uma resposta estatal lenta e a necessidade de medidas concretas.
O Presidente da República, António José Seguro, afirmou estar muito atento ao problema da habitação, durante a Presidência Aberta dedicada às regiões afectadas pelo mau tempo. A visita ocorreu em Pousos, Leiria, onde a câmara realojou temporariamente pessoas afetadas pela tempestade Kristin. A iniciativa aconteceu no último dia do programa.
Numa das casas modulares visitadas, uma moradora desempregada em formação explicou as dificuldades de encontrar um emprego que permita pagar rendas elevadas. O Presidente questionou-a sobre a sua situação laboral e reforçou que os salários não chegam para suportar as rendas atuais, nem para adquirir uma casa.
O debate, centrado na habitação, incluiu o reconhecimento de que o acesso a casa continua a ser um desafio. Seguro mencionou um discurso anterior na Assembleia da República sobre a necessidade de uma sociedade mais justa e solidária, com respostas rápidas do Estado para combater os custos de habitação.
Contexto da habitação
Falaram-se, ainda, sinais de alerta sobre o acesso à habitação e sobre o aumento histórico dos custos no setor. O Presidente lembrou que as taxas de esforço no arrendamento pressionam o orçamento familiar e que as respostas do Estado têm de ser mais céleres e eficazes.
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