- A afirmação de André Ventura de que havia mais presos políticos depois do 25 de abril do que antes é falsa.
- No dia 25 de abril estavam encarceradas por motivos políticos mais de quatro mil pessoas.
- Entre 1932 e 1974 registaram-se cerca de 30 mil presos.
- Mesmo considerando ex-agentes da PIDE, o número não é superior ao que havia antes, segundo o contexto citado (Setembro de 1974 e Março e Maio de 1975).
- A declaração ocorreu durante a sessão solene dos 50 anos da Constituição da República, com deputados da Assembleia Constituinte presentes.
Durante a sessão solene dos 50 anos da Constituição da República, o líder do Chega, André Ventura, afirmou no Parlamento que, pouco tempo depois do 25 de Abril, havia mais presos políticos do que antes de 1974. A afirmação gerou discussões entre deputados presentes.
Segundo dados históricos, a afirmação é contestada pela verificação de números oficiais. Mesmo quando se contam ex-agentes da PIDE, o número de presos políticos no 25 de Abril de 1974 era superior a qualquer contagem posterior que inclua esses elementos. Mantém-se a referência a mais de quatro mil presos nessa data específica.
No período entre 1932 e 1974, registaram-se aproximadamente 30 mil prisões por motivos políticos, segundo os registos disponíveis. Esse quadro permite entender o contexto repressivo anterior ao 25 de Abril e as diferenças em períodos seguintes, com flutuações de detenções ao longo dos meses de 1974 e 1975.
Contexto histórico
A data de 25 de Abril de 1974 representa o marco de mudança, com libertações progressivas e desmantelamento de estruturas repressivas. Dados oficiais indicam que o total acumulado de prisões por motivações políticas ao longo do período anterior ao regime é significativamente superior ao inicialmente referenciado por algumas leituras.
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