Dois mergulhadores profissionais em Portugal sublinham a importância da sua função na manutenção de infraestruturas submersas. Paulo Bento, 39 anos, natural das Caxinas, afirma que sem o seu trabalho as operações acima da água não funcionam, incluindo o fornecimento de energia às casas durante intervenções em barragens.
Eles asseguram serviços críticos na manutenção de barragens, bem como na inspeção de pontes e portos. O dia a dia envolve riscos elevados e permanentes, com falhas de ar e visibilidade nula a marcar as operações. Bento recorda que a cada mergulho parte de si fica no fundo, numa metáfora para o esforço contínuo.
Riscos e impacto
Hugo Rodrigues, outro mergulhador profissional, descreve uma subida de emergência a 20 metros de profundidade e mostra uma cicatriz num pulmão resultante do trabalho. Os profissionais destacam a natureza imprevisível das condições subaquáticas, que podem colocar em causa a segurança.
Os mergulhadores enfatizam que a atividade é essencial para manter o funcionamento das infraestruturas no país, desde a disponibilidade de energia até às condições de circulação em portos. A deserção de reconhecimento e a necessidade de condições adequadas de trabalho são apontadas como questões a abordar.
Os profissionais pedem respeito e uma apreciação profissional compatível com o risco associado à atividade, que exige formação especializada, equipamentos adequados e protocolos rigorosos. O objetivo é garantir que as operações subaquáticas continuem a cumprir as exigências de segurança e fiabilidade.
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