- Associações de animação turística em Lisboa pedem regulação adicional para reduzir o excesso de tuk-tuk na cidade, um ano após a implementação de regras de circulação.
- A Câmara de Lisboa proibiu a circulação de tuk-tuk em 337 ruas, sobretudo no centro histórico, a partir de 1 de abril de 2025. Apesar disso, os triciclos continuam em atividade, com decorações e música alta em zonas turísticas.
- O balanço até agora é considerado positivo pela ANCAT, que representa condutores de animação turística. O objetivo é profissionalizar a atividade e criar regras próximas de todos os veículos.
Regulação em prática
- Frederico Carvalho, presidente da ANCAT, afirma que a lei visa organizar o setor sem impedir o dinamismo da cidade. O propósito é garantir mobilidade fluida e respeitar residentes e turistas.
- A ANCAT defende que a regulamentação deve ser coerente, equilibrada e justa, com um contingente para reduzir o número de tuk-tuk na cidade. Propõem também padrões visuais uniformes.
- A Câmara e a ANCAT mantêm diálogo, embora haja divergências pontuais. Segundo a associação, não existe uma licença nacional específica para Lisboa, o que dificulta contabilizar veículos em operação.
Desafios e perspetivas
- A proposta municipal prevê atribuir até 400 dísticos para mais de 1.000 tuk-tuk em circulação. A AEEAT contesta a medida por considerar discriminatória face aos TVDE.
- Pedro Rosário, da AEEAT, acusa desigualdade entre atividades económicas e pede uma avaliação mais ampla, incluindo os TVDE que operam na capital. A associação também quer mais diálogo com a autarquia.
- A AEEAT reconhece progressos, como novos locais de estacionamento, mas critica a fiscalização centrada nos tuk-tuk. Defende que a atuação deve abranger igualmente outras atividades.
Relatos de condutores
- Madalena Pinto, condutora há cerca de um ano, descreve a atividade como forma de complementar estudos. Aponta para necessidade de equilíbrio entre turismo, moradores e comércio local.
- Pinto vê vantagens na fiscalização de paragens, que passaram a permitir paragens de 15 minutos para visitas. Sugere melhor distribuição de estacionamentos e horários que permitam circular em áreas hoje proibidas.
- A condutora observa ainda a pressão de fiscalização pela EMEL e pela polícia, que, na sua perspetiva, pode criar uma imagem negativa junto dos turistas. Mantém, porém, a ideia de regulamentação como caminho comum.
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