A escritora iraniana Azar Nafisi aponta que a centralidade das mulheres nos protestos que antecederam a guerra é frequentemente mal interpretada pela imprensa ocidental. Segundo Nafisi, existe uma condescendência que não distingue regimes de sociedades no Irão e no Afeganistão.
Para compreender o presente, Nafisi recomenda recuar ao século XIX. Apela a Tahereh, poetisa associada à Fé Bahá’í, que num ato público retirou o véu perante os seguidores, gesto considerado escandaloso na altura.
Tahereh acabou por ser estrangulada com o próprio lenço. Antes da morte, terá dito que é possível matar, mas não impedir a emancipação das mulheres, segundo a autora de Ler Lolita em Teerão.
Contexto histórico
O relato de Nafisi insere-se numa análise que cruza história e movimento feminino no Irão, destacando a tensão entre lutas por direitos e as pressões sociais e políticas que se reflectem no presente.
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