Centenas de jovens realizaram, neste sábado, uma marcha em Lisboa contra o pacote laboral do Governo, convocada pela Interjovem da CGTP. O protesto juntou também outros trabalhadores a acompanhar a manifestação pela Praça da Figueira até ao Campo das Cebolas.
A greve de protesto acusa o pacote de prolongar a precariedade entre os jovens trabalhadores e de não envolver a CGTP nas negociações. A Interjovem afirma que o Governo pretende impor alterações sem consentimento social suficiente.
Ao longo do cortejo, as ruas foram marcadas por bandeiras, tambores e palavras de ordem contra o pacote laboral, que está a ser negociado desde o início sem a participação da CGTP, segundo a organização.
Participação e posições críticas
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, seguiu na frente da manifestação. Defende que o governo serve interesses de grandes grupos económicos e não do povo, e acusa a exclusão da CGTP das negociações.
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, participou no protesto, destacando a mobilização de jovens contra o pacote e sublinhando que o Governo pretende negociar apenas superficialmente, sem ouvir a CGTP.
Diversos setores marcaram presença. A Juventude Operária Católica defende melhores condições de trabalho e rejeita contratos precários, enquanto o Sindicato Nacional dos Psicólogos aponta entraves para o início da carreira, com estágios que carecem de condições adequadas.
O presidente da ABIC, João Neto, salientou que a precariedade persiste entre os bolseiros de investigação científica, afirmando que o pacote pode aprofundar esse problema ao evitar a transformação de estágios em contratos de trabalho estáveis.
Perspetivas futuras
Apesar da manifestação, já se antecipa a continuação de formas de luta, incluindo uma possível greve geral. Está agendada uma manifestação nacional para 17 de abril, segundo a organização.
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