A uma entrevista pública de rua, centenas de jovens manifestaram-se em Lisboa neste sábado contra o pacote laboral do Governo. O protesto, convocado pela Interjovem da CGTP, começou após as 15 horas na Praça da Figueira e seguiu até ao Campo das Cebolas, com o objetivo de exigir alterações ao documento em negociação.
A manifestação contou com a participação de jovens e trabalhadores, presentes em grande número, acompanhada por bandeiras, bombos e palavras de ordem contra o pacote laboral. O movimento critica a precariedade associada a contratos temporários e vínculos precários, defendendo condições de trabalho estáveis para a juventude.
Segundo os organizadores, o protesto exprime o descontentamento com a atual forma de negociação, que não conta com a CGTP. O objetivo é pressionar o Governo a recuar no pacote laboral, visto como prejudicial aos trabalhadores jovens.
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, acompanhou a frente da marcha, ao lado de jovens que atuam no mercado de trabalho. A posição defendida é de que o Governo favorece grandes grupos económicos e patrões, ficando fora do processo de negociações com os sindicatos.
Durante o protesto, marcaram presença representantes de diversas organizações setoriais, como a Juventude Operária Católica e o Sindicato Nacional dos Psicólogos. Estas entidades destacaram preocupações com estágios profissionais, contratos a prazo e a precariedade que persiste no início de carreira.
O PCP também esteve representado, com o seu líder a enfatizar a participação jovem e a avaliação de que o Governo não negocia de forma adequada. Os participantes defendem a realização de ações adicionais, incluindo uma nova greve geral, com uma manifestação nacional marcada para 17 de abril.
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