- Álvaro Beleza defendeu que a viagem de José Luís Carneiro à Venezuela foi um ato de fraternidade e não um erro, após críticas dentro do PS.
- O 25.º Congresso do PS decorre em Viseu até domingo, onde Beleza destacou que o partido tem na fraternidade um dos seus valores.
- Carneiro esteve quatro dias na Venezuela, visitou o parlamento e manteve contacto com comunidades em vários estados; a audiência com a presidente Delcy Rodríguez não ocorreu.
- Outros intervenientes, como Bruno Gonçalves, falaram sobre modernização do partido e a importância de novas caras, não apenas de caras novas.
- Foi aprovado um requerimento para transferir para um futuro encontro a discussão sobre alterações estatutárias, com o objetivo de aprofundar contributos adicionais.
O 25.º Congresso do PS, que decorre em Viseu até domingo, esteve marcado pela defesa de Álvaro Beleza da viagem de José Luís Carneiro à Venezuela como um ato de fraternidade. O militante afirmou que o gesto transmite apoio aos portugueses que vivem fora do país, mantendo o foco na solidariedade que caracteriza o partido.
Beleza reforçou que o essencial do ato foi oferecer um abraço fraterno aos portugueses no estrangeiro, sugerindo que o resto é secundário. O líder socialista concluiu que o PS não deve abrir mão desta marca de proximidade, insinuando que uma nova deslocação do secretário-geral seria natural.
Carneiro esteve quatro dias na Venezuela, onde visitou o parlamento nacional e manteve contacto com comunidades em vários estados, designadamente Miranda, Aragua, Carabobo e La Guaira. A audiência com a presidente Delcy Rodríguez, prevista, não chegou a ocorrer.
Antes das declarações de Beleza, o eurodeputado Bruno Gonçalves apontou a modernização do partido como o maior desafio, defendendo a entrada de jovens com responsabilidade plena, não apenas de caras novas. A intervenção incidiu sobre a necessidade de renovação sem perder identidade.
Outros intervenientes abordaram a direção estratégica do PS. João Torres, antigo secretário-geral adjunto, alertou para uma revisão constitucional feita sobretudo à direita, enquanto Francisco César, líder do PS/Açores, defendeu um papel ativo de construção, com soluções para o país e para a região.
Margarida Marques, antiga eurodeputada, pediu maior combatividade em relação a movimentos considerados ultranacionalistas na Europa, associando comportamentos políticos a referências internacionais. Ainda durante o dia, foi aprovada por larga maioria uma proposta para adiar a discussão sobre alterações estatutárias para uma reunião futura da Comissão Nacional, com o objetivo de recolher contributos adicionais.
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