Um aluno daltónico reivindicou ao Ministério da Educação que o Exame Nacional de Geografia A prejudicou o seu desempenho, alegando dificuldades para distinguir as cores presentes numa legenda de um mapa. O estudante, do 12.º ano, do curso de Línguas e Humanidades, de Palmela, abriu uma queixa formal após ter observado inconsistências na secção que envolve cores.
Segundo o aluno, havia três gráficos no exercício em que as cores não permitiam distinguir corretamente as informações, e ainda dois códigos de cor eram iguais, embora representassem tons distintos. O sofrimento com a legibilidade ocorreu durante a prova, quando o professor vigilante tentou contactar órgãos superiores em busca de orientação.
Por não existir, segundo o aluno, uma orientação clara por parte das entidades competentes, decidiu prosseguir com a realização da prova e esperar por uma resposta do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) para clarificar o procedimento. O tempo de exame era de duas horas e meia, mas o estudante acabou por ficar cerca de três horas à espera de esclarecimentos, com a situação não resolvida antes do término da avaliação.
O exercício em causa contemplava cinco perguntas; pelo que foi informado, o aluno acabou por ficar com uma perda de quatro valores e meio, o que poderá influenciar a média necessária para o acesso ao Ensino Superior. O Ministério da Educação assegura, por sua vez, que o exame cumpriu as regras de adaptabilidade, mantendo o protocolo previsto para situações de necessidade de apoio adicional.
A queixa apresentada será analisada pelas entidades competentes para determinar se houve falhas na adaptação do exame às necessidades visuais do aluno e se é aplicável alguma medida corretiva no âmbito do processo de classificação. O caso fica acompanhado pela comunidade escolar de Palmela e pelas autoridades educativas, que mantêm o compromisso de assegurar condições equitativas no acesso ao ensino superior.
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