Cerca de 300 trabalhadores de IPSS concentraram-se hoje frente à sede da CNIS, no Porto, para exigir a retoma das negociações com sindicatos afetos à CGTP. O protesto incluiu uma vigília, uma greve de 24 horas e uma entrega de abaixo-assinado com pedidos de renegociação do contrato colectivo.
Segundo a CGTP, a CNIS terá acordado uma revisão do contrato coletivo com sindicatos menos representativos, sem envolver a comissão negocial mais representativa dos trabalhadores. O divergir de interesses levou a uma contestação pública junto da sede da Confederação.
A manifestação foi organizada pelo CESP e outros sindicatos ligados à CGTP, visando a defesa de condições laborais, salários e horários no setor. Os trabalhadores destacam que a negociação deveria abranger os sindicatos com maior sindicalização, nomeadamente CESP/FEPCES, FENPROF, SEP, SIFAP, FESAHT, SFP, STSSSS e STSS.
Dados e reivindicações
O grupo entregou um abaixo-assinado com pedidos de aplicação do salário mínimo nacional de 1.050 euros, com um aumento mínimo de 15% nas restantes tabelas salariais. Alegam ainda que os protocolos com o Estado atrasam a atualização salarial, cenário que não se repetiria caso haja negociação efetiva.
A CGTP aponta para uma percepção de favorecimento de acordos com sindicatos menos representativos, que, na visão dos manifestantes, não traduzem as reivindicações dos trabalhadores. A organização sustenta que os trabalhadores do setor social enfrentam horários desregulados e condições de vida precárias.
Posicionamento da CNIS
Em resposta, o presidente da CNIS afirmou que as negociações não estão concluídas e que não existe um acordo com os sindicatos ligados à UGT. A CNIS reiterou disponibilidade para continuar a negociar com os sindicatos representativos faltantes e manter o diálogo.
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