Sarah Mullally tornou-se oficialmente a primeira mulher a liderar a Igreja da Inglaterra, ao ser entronada como arcebispa de Cantuária. O evento ocorreu na catedral de Cantuária, com a presença de membros da família real, do primeiro-ministro e de dignitários religiosos.
A cerimónia contou com a participação do príncipe William e da princesa Catherine, bem como de Keir Starmer, líder do governo, e de representantes do Vaticano e da Igreja Ortodoxa. Mullally chegou a Cantuária após uma peregrinação a pé desde a catedral de São Paulo, em Londres.
A cerimónia marca o início do mandato de Mullally como líder espiritual da Igreja da Inglaterra e da Comunhão Anglicana mundial. Estiveram presentes delegações de várias das 42 igrejas anglicanas associadas, num ato simbólico de relevância histórica.
Contexto e desafios
A nomeação ocorre num momento de tensões dentro da Comunhão Anglicana, com debates sobre o papel das mulheres e a políticas LGBTQ+. Mullally terá de enfrentar também o legado de abusos sexuais que assolam a Igreja há mais de uma década.
Na homilia, proferida diante do trono de pedra do século XIII de Santo Agostinho, Mullally pediu desculpas às vítimas e afirmou o compromisso com verdade, compaixão, justiça e ação, promovendo uma cultura de responsabilidade.
Mullally sucede o arcebispo Justin Welby, que anunciou a demissão em novembro de 2024 após críticas à resposta a acusações de abuso por um voluntário num acampamento de verão ligado à Igreja.
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