Macau enfrenta a mais baixa natalidade do mundo, com 2871 nascimentos em 2025, o mínimo em quase meio século. A taxa de fecundidade ficou em 0,58 filhos por mulher, bem abaixo da substituição de gerações (2,1).
Especialistas indicam que o problema resulta de pressões estruturais comuns a cidades com custo de vida elevado. Na região vizinha, Hong Kong, o número de nascimentos em 2025 também ficou abaixo de 32 mil, marcando recorde negativo.
A China continental confirmou um recuo histórico de nascimentos em 2025, com 7,92 milhões, o menor desde 1949. As analistas destacam mudanças nos padrões de vida, com preferência por realizações individuais a ultrapassarem normas familiares.
Medidas para enfrentar a natalidade
Acesso a habitação e equilíbrio entre trabalho e família aparecem entre as propostas para conter o declínio demográfico. Estudos apontam que subsídios financeiros isolados costumam ter efeito limitado a longo prazo.
Em Macau, o governo já anunciou creches gratuitas adicionais e abriu uma consulta pública sobre estender a licença de maternidade no setor privado de 70 para 90 dias. A ideia é facilitar a conciliação e a igualdade de gênero.
Entretanto, especialistas ressaltam que medidas radicais são consideradas necessárias para uma estabilização demográfica sustentável. Entre as opções discutidas estão políticas que tornem o mercado de trabalho mais amigável à vida familiar e investimentos consistentes na saúde mental.
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