Na União Europeia persiste uma crise de habitação, com milhões a enfrentar condições precárias. O Parlamento Europeu aprovou um relatório que alerta para a gravidade da situação e pede ação urgente para enfrentar o aumento de custos, a escassez de casas e o declínio do nível de vida.
O relatório, adotado por 367 votos a favor, aponta que, na maioria das capitais, os jovens precisam de rendimentos superiores aos atuais para comprar casa. A procura supera a oferta em várias cidades, elevando tanto o preço de compra como o de rendas.
Em toda a UE não existe oferta suficiente para satisfazer a procura, especialmente nas grandes cidades. A construção enfrenta custos elevados, limites de terreno e processos de aprovação lentos, agravando a escassez e puxando os preços para cima.
As plataformas de aluguer de curta duração são citadas como um fator que dificulta a procura de habitação de longa duração. A isso somam-se propriedades de investimento e segundas habitações, que pressionam ainda mais os preços para os residentes locais.
Desafios e respostas políticas
Governos são pressionados a proteger inquilinos, incentivar a construção, expanding a habitação social e renovar edifícios antigos. A escassez atinge a mobilidade económica, a integração comunitária e a qualidade de vida.
Ponto de análise sobre o papel da UE
Pergunta-se se a resolução da crise cabe à UE ou aos Estados-membros. O relatório defende uma resposta coordenada da União, que inclua medidas de apoio financeiro, simplificação de construção e regulação de mercados para reduzir custos.
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