O PS de Alter do Chão acusou a câmara municipal de aceitar o Campo de Tiro de Alcochete “nas costas” da população, com a transferência para o território do concelho sem consulta prévia. A posição foi expressa após o anúncio feito pelo Ministério da Defesa Nacional com a anuência do presidente do município.
Segundo o PS local, as negociações teriam começado em janeiro de 2025, mas os munícipes tomaram conhecimento da decisão apenas numa reunião de câmara que ocorreu na terça-feira anterior. Os socialistas alertam para a ausência de dados ambientais e técnicos que permitam avaliar impactos, custos ou benefícios.
A composição do executivo de Alter do Chão é maioritariamente formada por eleitos da coligação PSD/CDS-PP, com dois membros do PS. O PS exige a disponibilização integral de toda a documentação do processo para análise independente pelos cidadãos.
Desenvolvimento do caso
O presidente da Câmara, Francisco Miranda, afirmou à Lusa que já está identificada uma área dentro do concelho para o futuro Campo de Tiro da Força Aérea, em terreno do Estado, destinado a substituir o espaço em Alcochete. O objetivo, segundo o autarca, é desmilitarizar os terrenos de Alcochete para a construção de um novo aeroporto.
Miranda acrescentou que estão a decorrer reuniões com técnicos do Ministério da Defesa para definir a localização exata da infraestrutura. Foi indicada a possibilidade de instalar o campo de tiro junto a limitações do concelho de Alter do Chão com Portalegre e Fronteira.
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