Mette-Marit, princesa herdeira da Noruega, revelou ter sido manipulada e enganada por Jeffrey Epstein, numa entrevista inédita à NRK. A Ghinda de acusações surge numa altura de extremo desgaste para a família real norueguesa. A princesa afirma que “gostava de nunca o ter conhecido” e que cortou contacto assim que soube dos crimes.
Acompanhada pelo marido, o príncipe Haakon, a princesa descreveu como Epstein “aproveitou-se” de ter um amigo em comum e de a ter feito acreditar no melhor das pessoas. Garantiu ter encerrado o relacionamento assim que ficou a conhecer os alegados abusos sexuais.
Os novos documentos do caso Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, incluem ligações entre Epstein e Mette-Marit, com registos de comunicação frequente e uma estadia na casa dele em Palm Beach em 2013. A divulgação coincide com outras informações já públicas.
Entre 2011 e 2014, segundo os arquivos norte-americanos, Haakon manteve contacto com Epstein. Em 2013 esteve na casa do empresário durante quatro dias, em viagem particular. Os materiais sugerem uma relação mais extensa do que tinha sido admitida anteriormente.
Em 2019, a própria Mette-Marit pediu desculpa ao rei Harald e à rainha Sonja por não ter investigado suficientemente o passado de Epstein. No entanto, um e-mail de outubro de 2011 mostra a princesa a considerar informações sobre Epstein, seguido de um emoji sorridente.
Questionada sobre o e-mail, a princesa disse não se lembrar do contexto. Acrescentou que, se tivesse descoberto que Epstein era um agressor, não teria colocado o emoji. Na entrevista, Haakon apoiou a mulher, destacando a força e o papel dele na família.
Além do tema Epstein, a vida pública da princesa inclui a doença pulmonar crónica que pode exigir transplante. O foco atual público recai também sobre o julgamento do filho, Marius Borg Høiby, acusado de violação. O processo tem gerado debate nacional.
Nas sondagens, a popularidade da monarquia recuou nos últimos meses. Cerca de 60% dos noruegueses apoiam a instituição, contra 70% em janeiro. A taxa de apoio à república subiu para 27%, face aos 19% do mês anterior.
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