Mais de metade das habitações familiares anteriores a 1960 não receberam obras de renovação para melhorar a eficiência energética, segundo o INE. O inquérito de 2025 aponta ainda que 30,1% das casas construídas antes de 1945 são ocupadas por famílias em risco de pobreza, em Portugal.
A síntese indica que 54,7% desses agregados não houve renovação necessária para eficiência energética, pese embora a necessidade. Em contrapartida, 21,6% das casas construídas após 2015 beneficiaram de pelo menos uma medida de renovação.
O custo financeiro surge como principal motivo para não renovarem o que consideram indispensável, sobretudo entre famílias em risco de pobreza, com 90,1% a apontar a razão. Entre os acima do limiar, o indicador chega a 77,9%.
Condições de habitação e pobreza
A study mostra que danos ambientais afetam mais os residentes urbanos (7,7%) do que rurais (6,0%), com a pobreza também a influenciar condições habitacionais. Taxas de sobrelotação e privação são mais altas entre famílias com crianças.
A sobrecarga de despesas com habitação atinge 24,4% das famílias em risco de pobreza, face a 2,9% entre os restantes. Apesar disso, 90,1% desses agregados indicam estar satisfeitos com o alojamento.
Ambiente e mobilidade
Os resultados sugerem que famílias com crianças valorizam proximidade a espaços verdes. Em 2025, 47,0% das famílias com crianças vivem a menos de 400 metros de um espaço verde público, face a 44,9% sem crianças.
Em relação à gestão de resíduos, 72,7% indicaram separar sempre ou quase sempre embalagens de plástico. Sobre mobilidade, mais de 90% usa automóvel movido a gasóleo ou gasolina.
Deslocações e viagens
O inquérito também indica que 25,6% da população relatou ter feito pelo menos uma viagem de avião na Europa nos últimos 12 meses, para fins privados ou profissionais. Fora da Europa, a proporção é de 9,3%.
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