O Relatório Mundial da Felicidade aponta a Finlândia no topo do ranking há nove anos, com Islândia, Dinamarca e Suécia a seguir. A Costa Rica surge como a única exceção não-nórdica no grupo dos cinco melhores, em quarto lugar.
A Alemanha regista subida de cinco posições, ocupando o 17.º lugar este ano, entre os primeiros 20. Os investigadores indicam que os alemães são mais felizes do que os austríacos, que caíram para o 18.º posto. Os EUA sobem para o 23.º lugar.
O relatório é elaborado pelo Centro de Investigação do Bem-Estar da Universidade de Oxford e foi publicado a 20 de março, véspera do Dia Mundial da Felicidade. Avalia fatores como saúde, educação, corrupção, liberdade e generosidade.
A classificação reflete ainda a influência da economia, da qualidade de vida e da perceção de bem-estar. A Europa apresenta bom desempenho, com progressos na Europa Central e Oriental, segundo os autores.
Os autores apontam que, de modo geral, a satisfação com a vida na Europa tem aumentado há mais de uma década, mantendo os países nórdicos no topo da lista. A maioria das quedas acima de um ponto ocorre em regiões com conflitos.
A prática de redes sociais
Este ano, o tema central do relatório é o impacto das redes sociais no bem-estar. Os investigadores destacam uma correlação entre uso das redes e bem-estar entre jovens, com variações regionais.
Em breve, os países da América Latina mostram associação entre uso intensivo de redes sociais e maior bem-estar entre jovens. Em contrapartida, países anglófonos registam valores inferiores ao esperado.
A disseminação da internet de alta velocidade e das plataformas digitais tende a correlacionar-se com impactos na saúde mental, conclui a equipa. O contexto social e económico mantém-se como fator relevante.
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