A governante da Saúde afirma não existir motivo jurídico nem ético para considerar conflito de interesses na criação da unidade de Cirurgia Cardíaca na Unidade Local de Saúde (ULS) de Santo António. A responsável, Ana Povo, sustenta que não houve benefício pessoal direto ou indireto relacionado com o despacho que autorizou a abertura da nova unidade.
A informação foi tornada pública pela própria secretária de Estado da Saúde, que justificou a decisão entendendo não haver fundamento para exigir cessação de funções. O despacho em questão abriu a via para a criação da unidade de Cirurgia Cardíaca na ULS de Santo António, hospital onde Ana Povo tinha atuado como médica de Cirurgia Geral antes de assumir funções no Governo.
Antes de tomar posse como governante, Ana Povo ocupava o cargo de médica na ULS de Santo António e era diretora de Cirurgia, cargo exercido por Eurico Castro Alves. A governante prevê regressar ao hospital após terminar o mandato, mantendo a função pública atual.
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