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Aumento de violência doméstica preocupa autoridades e reforça precauções

Mais de vinte e cinco mil ocorrências de violência doméstica nos primeiros nove meses mostram o aumento do fenómeno e o reforço do apoio às vítimas

Imagem de contexto do artigo Violência doméstica: crescem os números, crescem as prudências
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  • O país registou mais de 25 mil ocorrências de violência doméstica nos primeiros nove meses do ano passado, o valor mais alto em sete anos.
  • A Cáritas de Braga e a APAV promovem apoio gratuito a vítimas, incluindo apoio emocional, psicológico, social e jurídico.
  • A Casa de Acolhimento de Emergência (CAE) da Cáritas já recebeu cerca de mil pessoas desde 2022 e prepara um novo espaço para recuperação dos impactos da violência.
  • No primeiro semestre de 2025, o CAE acolheu 122 pessoas, incluindo 62 menores; o fluxo de crianças em acolhimento é quase igual ao das mulheres.
  • A rede de apoio reforça a sensibilização da comunidade e recomenda ações como contactarem PSP, recorrerem a exames médicos e procurarem psicólogo, bem como documentarem situações de violência.

A violência doméstica permanece em foco em Braga, com o Espaço Igual da Cáritas a receber dezenas de pessoas diariamente. Segundo a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), o país registou mais de 25 mil ocorrências nos primeiros nove meses do ano, o nível mais elevado em sete anos. A Cáritas de Braga e a APAV incentivam o acesso a qualquer apoio disponível.

Raquel Gomes, coordenadora de respostas de apoio à vítima na Cáritas de Braga, explica a importância de manter a privacidade e o sigilo no atendimento. O espaço oferece apoio emocional, psicológico, social e jurídico de forma gratuita, tal como a APAV. Na sala de espera, várias pessoas aguardam atendimento, com voz baixa e ambiente reservado.

A psicóloga Marta Silva, do Gabinete de Apoio à Vítima da APAV em Braga, reforça a necessidade deste tipo de suporte. A moradia, o trabalho e a família são áreas de intervenção que exigem abordagens multidisciplinares para situações de violência.

A situação é considerada “traumatizante” por alguns casos descritos pela vítima identificada apenas como Iva, que relata dificuldades extremas ao pedir ajuda entre familiares. Em Portugal, várias portas se fecham, mesmo junto de pessoas próximas e de outras vítimas que podem ter vivido cenários semelhantes.

Apoio a vítimas

Para a Cáritas, conter o aumento do número de agressores passa pela intervenção precoce em várias frentes, incluindo violência no namoro e desenvolvimento da autoestima de crianças. Raquel Gomes sublinha que a autorregulação emocional reduz o risco de vítima ou agressor.

Iva afirma que a prisão dos ofensores é essencial para a segurança das vítimas. A testemunha recorda receios constantes de perseguição e a dificuldade de sair de situações abusivas, incluindo o acesso a chaves de veículos que aumentavam o controlo do agressor.

O acolhimento é visto como crucial para evitar recaídas na convivência com o agressor. Desde 2022, a Casa de Acolhimento de Emergência (CAE) recebeu cerca de mil pessoas. A Cáritas planeia abrir um novo espaço com 12 quartos para 25 pessoas, com pátio externo para facilitar a tranquilidade de mães e filhos.

No primeiro semestre de 2025, o CAE acolheu 122 pessoas, incluindo 62 menores. O elevado fluxo de crianças em acolhimento indica que muitas jovens estão expostas a violência em casa, reforçando a necessidade de resposta institucional. O GAV de Braga já disponibiliza espaços para crianças na sala de espera.

Dados e serviços

Entre os sinais de alerta, a APAV cita violações de direitos por parte do agressor. A Cáritas foca-se na percepção de violência física, verbal, psicológica, sexual ou económica, com maior parte das vítimas a documentar todos os tipos de abuso. Aconselha-se acção rápida quando houver qualquer indício de risco.

Iva recomenda atenção a qualquer indício de perigo: contactar rapidamente a PSP, realizar exames médicos e procurar apoio psicológico para obter provas legais. Em caso de vítima, podem ser contactadas a APAV (116 006), a Cáritas (218 454 220), a CIG (800 202 148) ou 112.

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