- Erika Hilton tornou-se a primeira mulher transgénero a presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados do Brasil, após uma votação realizada a 11 de março, com 11 votos a favor e 10 votos em branco.
- Entre as prioridades da nova presidência estão a fiscalização, a rede de proteção e as Casas da Mulher Brasileira, o combate à violência política de género e a promoção de políticas de saúde integral para as mulheres.
- Hilton é a primeira deputada federal negra e trans eleita no Brasil, tendo recebido nas eleições de 2022 256.903 votos no estado de São Paulo.
- Deputadas da oposição criticaram a nomeação, com críticas à representatividade e ao rumo da comissão, defendendo que a entidade deve zelar pela dignidade da mulher segundo a própria essência feminina.
- A vice-presidente eleita da comissão, Laura Carneiro, afirmou que o foco é trabalhar em conjunto para defender o direito e a dignidade de cada mulher no país.
Erika Hilton tornou-se na quarta-feira, 11 de março, a primeira mulher transgénero a presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados do Brasil. A eleição ocorreu na capital federal, Brasília, após uma votação marcada por tensão, com 11 votos a favor e 10 votos em branco.
A nova presidência define como prioridades a fiscalização, a rede de proteção às mulheres, as Casas da Mulher Brasileira e o combate à violência política de género. A gestão pretende ainda promover políticas de saúde integral para as mulheres, segundo o site oficial da Câmara.
Hilton é a primeira deputada federal negra e trans eleita no Brasil, tendo obtido 256.903 votos no estado de São Paulo nas eleições de 2022. A nomeação provocou críticas entre parlamentares da oposição, com preocupações sobre a representatividade e a direção da comissão.
A deputada Laura Carneiro, eleita vice-presidente da comissão, afirmou a intenção de trabalhar em conjunto com a presidência para assegurar o foco no direito e na dignidade de cada mulher no país. As críticas, segundo fontes da imprensa, destacaram divergências sobre o papel da comissão na defesa de pautas relacionadas às mulheres.
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