- Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu aos jornalistas pela “paciência ao longo de dez anos” e recusou declarações, dizendo que entrou no prometido “deserto eterno”.
- Foi abordado à entrada para o Palácio Nacional da Ajuda, onde seria condecorado pelo novo Presidente, António José Seguro, com o grande-colar da Ordem da Liberdade.
- À saída, tirou uma selfie com jornalistas, dizendo: “Selfie, sim, mas sem palavrinhas”.
- Reiterou que não diria mais nada, com exceção do agradecimento pela paciência, e confirmou que aquela era a sua última palavra.
- O professor universitário de Direito encerra hoje o seu segundo e último mandato como Presidente da República aos 77 anos, tendo sido eleito em 2016 com 52% e reeleito em 2021 com 60,67%.
Marcelo Rebelo de Sousa, ainda presidente cessante, recusou today prestar declarações ao chegar ao Palácio Nacional da Ajuda. Atingiu o local às 17h35 para receber o grande-colar da Ordem da Liberdade das mãos do novo Presidente, António José Seguro. O líder cessante agradeceu aos jornalistas pela paciência ao longo de uma década.
À saída, o Presidente cessante afirmou que entrou no prometido deserto eterno, expressão que usou em dezembro para descrever o seu futuro após o fim do mandato. Reiterou que não iria falar, mantendo o silêncio, com exceção de um obrigado pela cobertura dos últimos anos.
Marcelo Rebelo de Sousa saiu do palácio para o veículo oficial, enquanto repetia que seria a sua última palavra. Ao longo da tarde, foi fotografado pelos jornalistas, que o aguardavam no exterior, após a cerimónia de condecoração.
Condecoração e carreira
O antigo professor universitário de Direito terminou hoje o seu segundo mandato consecutivo como Presidente da República, aos 77 anos. Ficou conhecido pelo estilo próximo e informal com os cidadãos durante o cargo.
Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito em 2016 com 52% dos votos na primeira volta e reeleito em 2021 com 60,67%. A cerimónia de condecoração marca a transição para o novo mandato sob António José Seguro.
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