- O episódio No Escuro analisa o filme Dois Procuradores, de Sergei Loznitsa, uma obra que se situa nos anos 30 de Estaline.
- O filme adapta a novela de Georgy Demidov e acompanha um procurador dedicado à verdade bolchevique, que percebe que a verdade é uma viagem sem regresso.
- Loznitsa, conhecido pelo uso de imagens de arquivo da história soviética, retorna à ficção com rigor e usa o formato de época para explorar a ditadura.
- A obra dialoga com temas presentes no Festival de Cannes e associa-se à ideia de iluminar o presente através da história, com referências a Thomas Mann no filme Fatherland e a Jean Moulin.
- No Escuro é um podcast apresentado por Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, disponível semanalmente no site do Público e em plataformas de podcasts.
No Escuro analisa o cinema de Sergei Loznitsa a partir de Dois Procuradores, estreado recentemente. O filme de ficção situa-se nos anos 30 de Estaline e recorre a um zeloso procurador para explorar a ideia de que a verdade é uma viagem sem retorno. A obra funde formas de época com uma narrativa de investigação.
O podcast recorre a uma leitura crítica da obra de Loznitsa, cujo percurso abrange My Joy e Funeral de Estado, destacando o uso de imagens de arquivo para recriar a História soviética. Nesta peça, o realizador aproxima ficção e tempo histórico, sem abrir mão do rigor documental.
A conversa expande-se para o Festival de Cannes, onde se discutem as fronteiras entre cinema de época e atualidade. O episódio reconstitui também a figura de Thomas Mann, pela lente de Fatherland de Pawel Pawlikowski, e o papel de Jean Moulin na resistência francesa, promovendo uma leitura europeia de passado e presente.
No Escuro é um podcast semanal apresentado pelos jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara. Pode ser ouvido no site do Público e em plataformas de podcast, com a faixa musical de The Hidden Desert a acompanhar o início de cada episódio.
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