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Documentário revela participação de enfermeiras portuguesas na I Guerra Mundial

Documentário revela enfermeiras portuguesas na I Guerra Mundial e a construção de hospital em França, destacando a invisibilidade feminina nos relatos de guerra

Imagem do documentário "Damas"
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  • Damas reconstrói a participação de enfermeiras portuguesas na Primeira Guerra Mundial e a construção de um hospital em Ambleteuse, no norte de França, inaugurado a nove de abril de mil oitocentos e dezoito, no início da Batalha de La Lys.
  • A realizadora é Cláudia Alves, que encontrou o espólio nos arquivos da Cruz Vermelha Portuguesa, o que desencadeou o projeto.
  • O documentário mistura arquivo, encenação e narração ficcionada, dividido em quatro partes, incluindo as secções Diário de Portugal e Crónicas de Guerra.
  • Estreou em Portugal a quarenta e 30 de abril; mundialmente, em mil novecentos e vinte e cinco, no Festival Internacional de Cine en Guadalajara (México), e venceu o Prémio de Melhor Filme em Desenvolvimento no Arché – Doclisboa.
  • A produção é da Ukbar Films e a equipa enfrentou custos elevados para adquirir imagens de arquivo internacionais.

Damas, o documentário da realizadora portuguesa Cláudia Alves, revela a participação de enfermeiras portuguesas na Primeira Guerra Mundial. O projeto cruza arquivo, encenação e narração ficcionada para contar a história das chamadas damas enfermeiras, que se voluntariaram para cuidar dos feridos e ajudaram a criar, no norte de França, um hospital inaugurado a 9 de abril de 1918, no início da Batalha de La Lys.

A obra nasceu de uma descoberta junto da Cruz Vermelha Portuguesa: um espólio com cartas, fotografias, registos e cartas de identificação das enfermeiras. A realizadora descreve a importância de conhecer as vozes femininas na história da guerra, pouco presentes nos relatos tradicionais.

Origens de Damas

A pesquisadora de 2018, ao consultar arquivos da Cruz Vermelha em Lisboa, encontrou um conjunto de documentos que serviram de base ao filme. Em Portugal, as imagens disponíveis são escassas, pelo que o projeto recorreu a arquivos internacionais, incluindo o Imperial War Museum, em Londres.

Estrutura e abordagem

Para contornar a ausência de diários pessoais, o documentário recorre a uma narrativa ficcionada centrada numa personagem guia. O filme é dividido em quatro partes: Diário de Portugal, Crónicas de Guerra, a construção do hospital de Ambleteuse e o Epílogo sobre o pós-guerra.

Produção e financiamento

A Ukbar Films produz o documentário, que iniciou o desenvolvimento em 2018 e obteve apoio público em 2020. O processo enfrentou limitações orçamentais, especialmente na aquisição de imagens de arquivo internacionais, com custos elevados.

Estreia e circulação

Damas estreou mundialmente em 2025 no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México, e integrou o Arché – Doclisboa, recebendo o Prémio de melhor filme em desenvolvimento. Em Portugal, chega às salas após um percurso de circulação marcado por dificuldades de acesso ao público.

Objetivo do projeto

A realizadora sublinha a invisibilidade histórica das mulheres na guerra e a relevância de resgatar estas vozes. Damas pretende contribuir para uma leitura menos desigual da história, sem emitir juízos ou conclusões, apenas apresentar os factos e o contexto.

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