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H. G. Cancela: não sou escritor, apenas escrevo

Matilde, romance de H. G. Cancela, revela uma mulher banal em fuga, explorando culpa, solidão e os limites da linguagem

Desde *Anunciação* (1999), H. G. Cancela tem interrogado os limites do humano
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  • H. G. Cancela, nascido em 1967, tem vindo a construir um universo ficcional que inclui Impunidade (2014) e Nostos (2024).
  • O romance Matilde descreve uma mulher banal em fuga e transforma-a numa personagem literária dolorosamente inesquecível.
  • Pela primeira vez, Cancela utiliza o verbo amar na narrativa de Matilde.
  • A obra explora uma violência latente não espectacular, centrada numa tensão íntima — moral, afectiva e identitária — e na linguagem como forma de encarar a dúvida.
  • Entre títulos anteriores como Anunciação (1999) e A Terra de Naumãn (2018), Cancela evita fórmulas e impõe desafios, explorando culpa, solidão, sexualidade, identidade e linguagem.

Matilde, o novo romance de H. G. Cancela, acompanha uma mulher banal em fuga. O autor transforma-a numa personagem literária dolorosamente inesquecível. Pela primeira vez, Cancela aborda o tema do amor.

A obra insere-se numa linha de violência latente, não gráfica, mas moral, afetiva e identitária, que o autor tem vindo a explorar. A linguagem surge como elemento central para enfrentar a dúvida que percorre os seus livros.

Para além de Impunidade, Cancela tem percorrido uma prática que não recorre a fórmulas. As obras anteriores, como As Pessoas do Drama e Nostos, mostram uma aposta persistente em explorar culpa, solidão, sexualidade e identidade.

Sobre o Autor

H. G. Cancela (1967) é reconhecido pela exploração de limites humanos e pela relação entre linguagem e violência no tecido social. Matilde prossegue esse itinerário estilístico, mantendo a linha de investigação que define a sua obra.

O romance chega aos leitores num momento de continuidade criativa, marcando mais um capítulo na produção literária do autor, que se estende de obras de 1999 a 2024. A publicação reforça o interesse por temas como culpa, identidade e linguagem.

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