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Recluso com alucinações por k4 desestabiliza cadeia de Custóias

Alucinações e agressões durante episódio com k4 na prisão de Custóias colocam guardas em alerta

Droga k4 continua a entrar na cadeia de Custóias e guardas estão preocupados
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  • Um recluso com alucinações foi transportado da cela para a enfermaria da prisão de Custóias, em Matosinhos, após alegadamente ter fumado uma tira de papel com droga impregnada.
  • O incidente ocorreu por volta das 9h30 de segunda-feira da semana passada, quando guardas prisionais preparavam-se para encarcerar os reclusos que não podem permanecer no pátio pela manhã.
  • A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) indica que o recluso apresentava alucinações compatíveis com consumo de estupefacientes; há fortes suspeitas de k4 ou k7.
  • Às 10h40, ainda na enfermaria, o recluso voltou a exigir assistência e terá atingido o rosto de um guarda com a mão; os guardas relatam que ele atirou a medicação e desferiu um soco.
  • O caso aumenta a preocupação com o consumo de k4 e k7 nas prisões, bem como com a presença de reclusos com problemas psicológicos em alas comuns; o preso tem 43 anos e regressou à prisão há menos de um ano, após uma condenação por condução alcoolizada.

Na cadeia de Custóias, em Matosinhos, um recluso foi encaminhado para a enfermaria após ter alucinações atribuídas ao consumo de uma droga sintética. O incidente ocorreu na manhã da segunda-feira da semana passada, quando guardas prisionais preparavam a recolha de reclusos sem direito a permanecer no pátio. O homem foi assistido e estabilizado pelos serviços clínicos da prisão.

Segundo a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), o recluso apresentava sintomas compatíveis com o consumo de estupefacientes. A equipa de vigilância aponta a possibilidade de ter fumado uma variante da droga, associada a folhas impregnadas com uma substância líquida. A situação obrigou a intervenção médica imediata.

Pelas 10.40 horas, o recluso seguiu em tratamento na enfermaria, mas voltou a exigir atenção devido a uma quebra de controlo. A DGRSP descreve movimentos espasmódicos sem intenção de agressão; descrevem ainda que o recluso atingiu um vigilante com a mão ao rosto. Os guardas relatam que o preso lançou a medicação ao chão e desferiu um soco.

O incidente levou à necessária imobilização do recluso com o apoio de outros agentes prisionais, que chegaram ao local após o alerta. Mantêm-se preocupações com o consumo de k4 e a circulação de k7, variantes da mesma droga, consideradas nocivas.

O homem tem 43 anos e já cumpriu pena por ofensas à integridade física em 2017. Voltou a estar sob custódia há menos de um ano, após uma detenção relacionada a condução sob influence de álcool. Fontes da guarda indicam que o histórico psicológico poderá requerer internamento numa ala dedicada, embora permaneça entre os demais reclusos.

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