- A Polícia Metropolitana de Londres vai instalar câmaras fixas de reconhecimento facial em tempo real no West End e em Soho até dezembro, com a meta de ampliar a tecnologia pela cidade no próximo ano.
- Em 2027 espera-se que as ferramentas sejam usadas em mais seis áreas de Londres, após o piloto bem-sucedido em Croydon que levou a mais de 170 detenções.
- As câmaras são fixas, mas podem ser reposicionadas conforme mudanças nos padrões criminosos, para monitorizar pontos críticos emergentes.
- A estratégia visa acelerar a instalação em toda a cidade, com colaboração das autarquias locais para identificar zonas com maior criminalidade.
- A Polícia afirma que o sistema não discrimina e que a maioria dos londrinos apoia a medida, embora haja críticas sobre privacidade e potencial enviesamento.
A Polícia Metropolitana de Londres anunciou que amplia o uso de câmaras de reconhecimento facial no centro da capital, com foco no West End e em Soho. O plano prevê a instalação até Dezembro, visando acelerar a adoção da tecnologia em toda a cidade no próximo ano.
As câmaras vão funcionar em tempo real, com a possibilidade de serem reposicionadas conforme padrões criminosos mudem. Em 2027, as autoridades pretendem já ter implementado a tecnologia em mais seis áreas de Londres.
As primeiras ações decorrem de um projeto-piloto em Croydon, no sul da cidade, que resultou na detenção de mais de 170 indivíduos. O piloto utilizou infraestruturas existentes, como postes de iluminação.
Expansão e objetivo
A meta é acelerar a instalação de câmaras por toda a cidade a partir do próximo ano, com cooperação das autarquias locais para identificar zonas de maior criminalidade.
Segundo a Polícia, o sistema analisa rostos captados e cruza com listas de procurados, para localizar correspondências. As detenções decorrentes de alertas são sempre decididas por agentes humanos.
Controvérsia e respostas
A utilização de reconhecimento facial enfrenta críticas devido a questões de privacidade e de possível enviesamento. Organizações de direitos civis destacam riscos de identificação de inocentes.
A força policial afirma ter reduzido a sensibilidade do algoritmo e ter realizado testes para evitar discriminações com base em raça, idade ou sexo, assegurando neutralidade no processamento dos dados.
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