- O ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse que a reorganização da PSP em Lisboa, Porto e Setúbal está a ser avaliada e ainda não há decisões sobre encerramento de esquadras.
- Garantiu que o objetivo não é encerrar esquadras por encerrar, buscando libertar recursos administrativos e ter mais polícias nas ruas, sem criar super esquadras.
- O plano inclui reforçar o policiamento de proximidade com cerca de 500 agentes, com recrutamento de civis para funções técnicas e administrativas para libertar polícias para a rua.
- Sobre a esquadra de Santo António dos Cavaleiros, o ministro não confirmou quais esquadras poderão fechar; recordou que uma esquadra precisa de pelo menos 30 elementos e que há edifícios em condições deterioradas.
- Nos aeroportos, o ministro anunciou melhoria da operação de fronteiras: mais boxes e e-gates, reforço de meios e 360 polícias a partir de 3 de julho, com o sistema europeu de controlo de fronteiras (EES) em funcionamento.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou no Parlamento que a reorganização da PSP em Lisboa, Porto e Setúbal visa mais polícias nas ruas, não o encerramento de esquadras. A proposta da PSP está a ser avaliada pelo Governo, sem decisões tomadas sobre estruturas que possam fechar.
Neves disse que o objetivo é libertar recursos administrativos, concentrar polícias no terreno e reforçar o patrulhamento, a prevenção e a proximidade com a população. O Governo não admite a criação de super esquadras, mantendo o princípio de maior presença policial nas ruas.
O ministro revelou que o plano contempla o encerramento de algumas esquadras apenas se houver ganho de meios para a atuação policial. O critério passa por assegurar que cada unidade operacional tenha, em média, 30 elementos, evitando edifícios degradados.
No que toca ao Rato, o ministro indicou que não é possível confirmar já quais esquadras poderão fechar, mantendo o foco numa reorganização que melhore a proximidade aos cidadãos. O objetivo é que a PSP liberte recursos administrativos para reforçar o policiamento urbano.
Na audição, Neves referiu também que a PSP propôs, no final de abril, reforçar o policiamento de proximidade com cerca de 500 agentes, com recrutamento de civis para serviços técnicos e administrativos. Assim, mais agentes ficariam disponíveis para o patrulhamento.
Luz ao fundo do túnel nos aeroportos
Ainda durante a mesma sessão, o ministro atualizou a situação dos aeroportos, assegurando melhorias gradualmente visíveis. O tempo de espera nas fronteiras tem vindo a diminuir, apesar de um problema pontual ligado a uma questão digital em Bruxelas.
O Governo tem vindo a trabalhar para recuperar a operação de controlo fronteiriço nos aeroportos, com reforços técnicos e humanos. O EES entrou em funcionamento em 2025 e, desde 10 de abril, a suspensão pontual da recolha de dados biométricos tem ocorrido apenas em situações excepcionais.
Para reduzir filas no aeroporto de Lisboa, foram reforçados meios desde o fim de maio. O ministro indicou que estão operacionais mais boxes e e-gates, com apoio adicional nas fronteiras e coordenação com a ANA.
Luís Neves anunciou que 360 agentes vão ser colocados nos aeroportos a partir de 3 de julho, num esforço para acelerar o controlo de fronteiras e melhorar a mobilidade de passageiros.
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