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EUA evitam confronto desnecessário com a China, diz Hegseth

Secretário da Defesa dos EUA afirma evitar confronto com a China e manter capacidade de retomar ataques ao Irão, enquanto negociações diplomáticas prosseguem

Pete Hegseth discursou no Diálogo de Shangri-La em Singapura
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  • Os EUA querem evitar um confronto desnecessário com a China, afirmou o secretário da Defesa, Pete Hegseth, num fórum de segurança em Singapura (Diálogo de Shangri-La).
  • Alertou para o risco de a hegemonia chinesa desestabilizar o equilíbrio regional e disse que nenhum Estado pode impor a sua hegemonia.
  • Afirmou que as relações entre os EUA e a China estão melhores do que há muitos anos, com contactos frequentes entre militares.
  • Sobre Taiwan, não mencionou diretamente a ilha, mas garantiu que os EUA não vão virar as costas aos seus aliados na Ásia; a suspensão de venda de armamento a Taiwan, no valor de 14 mil milhões de dólares, depende de Trump.
  • Revelou que os EUA estão capazes de retomar ataques ao Irão caso a diplomacia falhe, mantendo, porém, a esperança de um acordo nuclear forte com Teerão.

O Secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em Singapura que Washington pretende evitar um confronto desnecessário com a China. O discurso ocorreu no Diálogo de Shangri-La e revelou ainda que os EUA estão preparados para retomar ações contra o Irão se a diplomacia falhar.

Hegseth alertou para o risco de uma hegemonia chinesa na região, que poderia desestabilizar o equilíbrio de poder. Acrescentou que nenhum Estado, incluindo a China, pode impor a sua hegemonia às nações amigas dos EUA ou à prosperidade regional.

Apesar das críticas, o secretário destacou que as relações com a China estão melhores do que em muitos anos, com contactos frequentes entre responsáveis militares dos dois países. O tom foi de cautela, sem, contudo, abandonar a firmeza estratégica.

Contexto político e militar

Hegseth reiterou que os EUA não abandonarão os seus aliados na Ásia, mesmo face a tensões regionais. Não mencionou diretamente Taiwan, mas deixou claro o compromisso com a defesa dos aliados na região.

Questionado sobre a suspensão de uma encomenda de armamento para Taiwan, avaliando 14 mil milhões de dólares, o secretário indicou que a decisão depende de Trump. A medida gerou preocupação entre Taipei sobre possíveis pressões de Pequim.

Apesar da suspensão, o chefe do Pentágono negou que o conflito com o Irão pareça justificar a redução de arsenais norte-americanos. Garantiu que os EUA podem agir em duas frentes ao mesmo tempo, com foco no Pacífico e no programa nuclear iraniano.

O discurso ocorreu dias após a visita de Trump à China, onde se reunira com Xi Jinping. O tema Taiwan voltou a emergir na relação sino-americana, acrescendo a complexidade da diplomacia na região.

Perspetiva sobre o Irão

Hegseth afirmou que os EUA estão “mais que capazes” de retomar ataques contra o Irão, se as negociações falharem. Na visão dele, o Presidente continua paciente e procura um acordo robusto para impedir o desenvolvimento de armamento nuclear.

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