Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Nadadores Salvadores defendem vigilância das praias para além da época balnear

Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores defende vigilância das praias para além do verão, diante carência de profissionais e mortalidade fora da época balnear

Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores defende vigilância das praias para além da época balnear
0:00
Carregando...
0:00
  • A Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS) defende alargar a vigilância das praias para além dos meses oficiais de verão, para aumentar a proteção de banhistas.
  • O presidente da FEPONS, Alexandre Tadeia, afirma que o modelo atual não atrai nem retém nadadores-salvadores e que muitos trabalham horas extraordinárias, especialmente no arranque da época balnear.
  • Há cerca de cinco mil nadadores-salvadores certificados em Portugal, sendo necessários cerca de seis mil para assegurar horários até quarenta horas semanais, o que não é assegurado na prática.
  • Tadeia alerta para a mortalidade nas praias fora da época balnear e diz que a maior parte da vigilância está apenas na unidade balnear, deixando zonas não vigiadas.
  • O Campeonato Nacional de Salvamento Aquático Desportivo de Praia, com 58 atletas de sete equipas, decorre em Sines e apura membros para representar Portugal em Europeus e Mundiais.

A Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS) defende a reavaliação do modelo de vigilância nas praias, com uma resposta alargada para além dos meses oficiais de verão. O presidente da FEPONS, Alexandre Tadeia, apresentou a ideia na margem do Campeonato Nacional de Salvamento Aquático Desportivo de Praia, em Sines, no distrito de Setúbal.

Tadeia explicou que o atual enquadramento legal do sistema de assistência aos banhistas não atrai nem retém nadadores-salvadores, gerando carência de profissionais na altura de maior procura. Segundo o dirigente, muita gente faz horas extra para compensar a escassez.

O arranque da época balnear começa este sábado nas praias de Grândola, no distrito de Setúbal, e de Odemira, no distrito de Beja. A federação aponta para uma necessidade de cerca de 6 mil nadadores-salvadores para cobrir horários de até 40 horas semanais.

Segundo a organização, existem aproximadamente 5 mil profissionais certificados, mas nem todos aceitam trabalhar na profissão. A discrepância entre oferta e requerimento legal pode comprometer a vigilância em vários locais no início da temporada.

Tadeia ressaltou que, para além dos meses de verão, a mortalidade por afogamento é mais elevada, o que exige uma vigilância contínua nas praias. Também enfatizou que apenas a área balnear está vigiada, sendo a restante praia zona não vigiada.

O responsável comentou que, no arranque da época, muitos locais vão enfrentar dificuldades para cumprir a legislação vigente quanto ao número de nadadores-salvadores. A conversa com autoridades já ocorreu, mas não resultou em alterações legais até ao momento.

A competição em Sines envolve 58 atletas de sete equipas, com vistas à seleção nacional para os campeonatos da Europa e do Mundo da modalidade. A prova também funciona como campo de apresentação de propostas para melhoria da vigilância costeira.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais