- A Airbus defende que Portugal considere o interesse europeu na substituição dos F‑16, destacando o Eurofighter Typhoon como alternativa.
- O argumento aponta para sinergias com Espanha, maior autonomia europeia face aos EUA e um programa industrial que pode incluir montagem em Portugal.
- A posição surge antes de confirmar publicamente pela FAP a preferência pelo F‑35 da Lockheed Martin, conforme entrevista ao PÚBLICO.
- O Eurofighter é apresentado como opção que mantém cooperação já existente entre a Força Aérea Portuguesa e a indústria de defesa norte‑americana, em contraste com uma escolha puramente europeia.
- O foco está em investir na indústria europeia e reduzir dependências críticas da base industrial do continente.
Foi divulgada uma posição da Airbus no debate sobre a substituição dos F-16 da Força Aérea Portuguesa (FAP). A empresa, que coordena o consórcio Eurofighter, sublinha a importância de considerar o interesse europeu na renovação da frota, em vez de depender de soluções externas. O argumento foi apresentado no contexto da competição entre caças de última geração para substituir os F-16 em fim de ciclo.
A Airbus reforça a cooperação histórica entre a FAP e a indústria de defesa dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que defende uma olhar europeu para o processo. A mensagem chega numa fase em que o setor procura identificar sinergias com Espanha e explorar uma maior autonomia estratégica no continente.
O foco do Eurofighter passa pela possibilidade de manter uma base industrial europeia sólida, com potencial para montagem de aeronaves em Portugal. Para além disso, o consórcio aponta que a escolha pode beneficiar o alinhamento tecnológico e industrial entre países europeus, reduzindo dependências fora da base industrial do bloco.
Contexto na substituição do F-16
Segundo fontes do setor, o tema envolve também as preferências em análise pela direção da FAP. O Diário Público reportou, de forma paralela, que há uma manifestação pública de inclinação para uma solução com o F-35 da Lockheed Martin. O governo mantém o processo de avaliação técnico-económica sem divulgar uma decisão final.
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