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Chefe de ciberespionagem britânico vê IA como força imparável; alerta russos

IA é força imparável, alerta o chefe do GCHQ; ameaça russa intensifica atividade híbrida e exige cibersegurança mais urgente entre aliados

Mostrador de números de códigos de erro no interior de um computador em Jersey City, 23 de fevereiro de 2019
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  • A IA é descrita como uma força imparável, que está a ser transformada em arma com impactos que podem aproximar-se da guerra convencional.
  • A Rússia é apontada como principal ameaça, com atividade híbrida diária contra o Reino Unido e a Europa, visando infraestruturas críticas, processos democráticos e cadeias de abastecimento.
  • O Reino Unido alerta para o risco de ficar atrás no ciberespaço se governos, empresas e cidadãos não aumentarem a urgência na cibersegurança.
  • O GCHQ planeia integrar IA autónoma de última geração na defesa cibernética, para agir com a velocidade das máquinas.
  • A chefe da agência destaca a importância de parcerias internacionais, sobretudo com os Estados Unidos, para a segurança de ambas as nações.

A inteligência artificial é considerada uma força imparável, capaz de se transformar em arma com impactos próximos da guerra convencional. A afirmação foi feita por Anne Keast-Butler, directora do GCHQ, em Londres.

Keast-Butler descreveu o espaço atual entre a paz e a guerra como motivo de preocupação para o Reino Unido e aliados. Acrescentou que a Rússia intensifica a atividade híbrida diária contra o Ocidente.

A responsável afirmou que, sem uma reação maior, o Ocidente corre o risco de perder o domínio no ciberespaço frente a adversários como a Rússia. Falou em discurso numa unidade histórica perto de Londres.

Ameaça da Rússia

A directora apontou Moscovo como principal ameaça, acusando o país de visar infraestruturas críticas, processos democráticos e cadeias de abastecimento. Também mencionou roubo de tecnologia e planos de sabotagem.

Segundo Keast-Butler, a Rússia utiliza uma atividade híbrida que vai do mar ao ciberespaço. Disse ainda que proteger dados e infraestruturas energéticas é prioridade, incluindo cabos submarinos.

Dados recentes indicam que quase meio milhão de soldados russos teriam morrido desde a invasão da Ucrânia em 2022, segundo informações de inteligência citadas pela palestrante.

Ameaças digitais

Nos últimos meses, vários países denunciaram ataques de ciberpiratas ligados à Rússia a infraestruturas críticas, como centrais elétricas e barragens, aumentando o receio de escalada.

No mês anterior, o diretor do Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido explicou que os ataques mais graves são perpetrados por Estados, entre eles Rússia, China e Irão, com potencial de agravamento num conflito internacional.

Intensificar a defesa

Keast-Butler defendeu que o terreno tecnológico está a mudar rapidamente e que há uma janela estreita para responder. Chamou a atenção para a urgência de envolver administradores, empresas e cidadãos.

O GCHQ desenvolve um plano para integrar IA autónoma de última geração na defesa cibernética, visando rapidez de reação. Quando usada com responsabilidade, a IA pode melhorar algoritmos, traduções e pesquisas de informações.

Parcerias estratégicas

A chefe do GCHQ ressaltou a importância de parcerias internacionais, nomeadamente entre Reino Unido e Estados Unidos, para a segurança de ambas as nações. Mencionou o alinhamento face a cenários de política externa.

Keast-Butler participou na conferência anual do director do GCHQ na sede de Bletchley Park, onde, historicamente, equipas decifraram códigos alemães. O local foi crucial para o desenvolvimento da informática moderna.

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