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Mais de 100 mil utentes do SNS com dados pessoais roubados

Mais de cem mil utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) tiveram dados pessoais roubados num ataque informático; ainda sem suspeitos identificados e com medidas de segurança reforçadas

Segundo a PJ, tudo sucedeu depois de os autores do ataque se terem apoderado das credenciais de um médico que trabalhou em Miranda do Corvo
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  • A Polícia Judiciária investiga um ataque informático que roubou dados pessoais de utentes do Serviço Nacional de Saúde, com mais de cem mil potenciais afetados no país, incluindo Madeira e Açores.
  • Não há identificação de suspeitos nem das motivações; o ataque começou após o acesso às credenciais de um médico em Miranda do Corvo, embora o clínico não tenha relação com o sucedido.
  • O Ministério da Saúde, através dos Serviços Partilhados (SPMS), conseguiu estancar a exfiltração de dados e implementa medidas para reforçar a segurança do sistema; as vítimas ainda não podem agir.
  • Os investigadores consideram várias hipóteses de uso dos dados — comerciais, publicitários ou maliciosos — e não descartam a possibilidade de o ataque ter origem no estrangeiro; a hipótese de utilização de inteligência artificial também é ponderada.
  • As entidades envolvidas promovem comunicação com as autoridades competentes e encorajam os utentes a reportar incidentes, com o médico visado a aconselhar a alterar credenciais de acesso ao sistema.

A Polícia Judiciária investiga um ataque informático que terá colocado dados pessoais de utentes do Serviço Nacional de Saúde em risco, podendo ter afetado mais de 100 mil pessoas em todo o país, incluindo ilhas. O inquérito abriu-se na quinta-feira, após relatos de acessos indevidos a fichas de utentes.

Os investigadores ainda não identificaram o(s) suspeito(s) nem as motivações do ataque. Tudo começou com o roubo de credenciais de um médico que trabalhava em Miranda do Corvo, information que a Autoridade de Saúde insiste não envolver o profissional no crime.

Na prática, o que ocorreu foi a exfiltração de dados dos utentes, segundo confirmou José Ribeiro, diretor do serviço de combate ao cibercrime. O incidente teria permitido aceder a dados de pessoas de várias regiões, incluindo Madeira e Açores.

Contexto e alcance do ataque

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) afirmam ter conseguido estancar a exfiltração e tomar medidas reforçadas de segurança. Ainda não fica claro se também existiam dados clínicos entre os dados roubados.

A investigação analisa várias hipóteses sobre o objetivo do crime, desde fins comerciais até espionagem internacional. A PJ avança que tudo é possível enquanto não existirem provas determinantes.

Reação das entidades envolvidas

O SPMS mantém que comunica quaisquer incidentes de cibersegurança às autoridades competentes e segue os trâmites legais. A Entidade Reguladora da Saúde disponibiliza canais para os utentes reportarem exposições relacionadas.

Várias queixas chegaram à Ordem dos Médicos, que pediu esclarecimentos e reforçou que o médico visado não tem ligação com o ataque, sendo provável um incidente tecnológico externo à clínica.

Orientação aos profissionais e aos utentes

O responsável pela equipa de cibercrime lembrou aos médicos a necessidade de alterar credenciais de acesso. O objetivo é reduzir o risco de reincidência e evitar novos acessos indevidos ao sistema do SNS.

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